Foto por: Martin Bernetti

O técnico argentino do Chile, Marcelo Bielsa, afirmou nesta sexta-feira, após a derrota para a Espanha por 2 a 1 e a classificação para as oitavas de final da Copa, que seu próximo adversário, o Brasil, é a seleção “temida” e “criativa” de sempre, com o agravante de estar mais objetiva.

Segundo Bielsa, o Brasil “historicamente é uma equipe temida, e esta última versão conserva todos os atributos criativos do futebol brasileiro, e com mais agressividade e contundência”.

Sobre a partida de hoje, em Pretória, Bielsa estimou que sua seleção jogou de igual para igual até a expulsão (injusta) de Marco Estrada.

“Equilibramos a partida até a expulsão, até ali o jogo havia sido parelho”, disse Bielsa no estádio Loftus Versfeld de Pretoria, referindo-se à expulsão de Estrada por dois cartões amarelos.

“Os primeiros 40 minutos foram equilibrados em posse de bola, a partir dali a partida foi outra”, disse Bielsa, para quem houve um conformismo instintivo com o resultado, que convinha às duas seleções.

“A Espanha sentiu que conseguiria a vitória e nós, instintivamente, sentimos que classificar era o principal objetivo”, afirmou.

“Hoje enfrentamos um rival com capacidades criativas importantes, ainda que com outro estilo, mais baseado no coletivo que no desequilíbrio individual. Tivemos um exercício de aprendizagem”, acrescentou o treinador do Chile, cuja equipe, classificada em segundo lugar do Grupo H, enfrentará o Brasil nas oitavas de final.

Para Bielsa, o Chile teve problemas para fazer o jogo que o caracteriza.

“Somos um time que se esforça para recuperar a bola com prontidão, chegamos fora da distância, não conseguimos antecipar com precisão contra um time que faz da circulação uma arte”, disse Bielsa.

O técnico argentino do Chile, para quem a classificação desta sexta-feira não faz “cicatrizar” sua falha da Copa de 2002, quando não conseguiu classificar a Argentina para as oitavas de final, admitiu também um “uso excessivo da força”, ainda que não tenham tido “má intenção”.

O técnico do Chile mostrou-se, entretanto, feliz por prosseguir na Copa, e garantiu que “faremos o impossível para que não termine logo para nós”.