A Ferrari apresentou a edição limitada 12Cilindri Manuale, versão do seu cupê equipado com motor V12 aspirado com 830 cavalos de potência e torque de 69,2 kgfm, que marca o retorno do câmbio manual ao catálogo da fabricante de Maranello após quase 15 anos. Com produção restrita a 1.499 unidades em todo o mundo, o modelo traz um pedal de embreagem no assoalho e uma alavanca sobre grelha de aço decorada com alumínio.
A nova Ferrari 12Cilindri Manuale permite a operação manual das marchas, ao mesmo tempo em que oferece ao condutor a alternativa de acionar o modo totalmente automático aproveitando a transmissão de dupla embreagem (DCT) de oito velocidades do veículo.
Como funciona o sistema Manuale por acionamento eletrônico
O conjunto utiliza o sistema Manuale by-wire, desenvolvido pela própria Ferrari para se integrar ao motor V12 e à caixa de dupla embreagem de oito marchas. O termo by-wire indica que tanto a alavanca de marchas quanto o pedal de embreagem não possuem ligação mecânica direta com a transmissão. Em vez disso, funcionam por meio de sensores eletrônicos que detectam os movimentos efetuados pelo motorista.
Para manter a sensação física das trocas manuais, o pedal de embreagem conta com um mecanismo interno formado por mola pré-carregada, came e rolete. Esse conjunto cria uma resistência tátil progressiva que simula o ponto de contato e o desacoplamento do sistema.

Da mesma forma, a alavanca de câmbio é conectada a um bloco rotativo de aço usinado para garantir trocas firmes, retornando ao ponto morto sobre roletes e emitindo o estalo metálico ao percorrer a grelha do console.
O gerenciamento eletrônico impede erros na seleção de marchas que poderiam danificar o motor por excesso de rotação, como engrenar por engano uma segunda marcha em alta velocidade. Contudo, a tecnologia mantém a liberdade para o condutor realizar manobras como o punta-taco — técnica que consiste em dar um leve toque no acelerador durante a redução com a embreagem pressionada para equalizar as rotações do motor.

Cabine e visual da série limitada
No interior do veículo, a principal alteração visual é o túnel central redesenhado e revestido em couro. O console acomoda a grelha de trocas de marcha em aço com alumínio anodizado e a manopla redonda com LEDs integrados, responsáveis por indicar a posição de cada marcha. As borboletas atrás do volante usadas em trocas sequenciais foram removidas. O revestimento dos bancos exibe seis ranhuras verticais, em referência ao número de marchas manuais disponíveis no seletor.
O modelo também recebe itens do programa de personalização Tailor Made da marca. A carroceria traz rodas forjadas de liga leve com cinco raios, logotipo gravado a laser no emblema lateral e filetes decorativos no splitter dianteiro e nas asas traseiras inspirados no clássico Ferrari 365 GTB4.

Praticidade do modo automático e exclusividade
Mesmo com a alavanca e o pedal de embreagem operantes, o motorista pode selecionar o modo automático a qualquer momento. Ao optar por essa configuração, a transmissão assume as trocas sem intervenção do condutor e libera a sétima e a oitava marchas do câmbio DCT, otimizando a rodagem em velocidades mais altas de cruzeiro.
A edição especial será vendida exclusivamente na carroceria cupê, contando com opções de acabamento que incluem 25 cores de pintura e revestimentos internos dedicados em couro e Alcantara.
