Atletas que subiram ao pódio na última Corrida de São Silvestre discutiram hoje com o ministro do Esporte, Agnelo Queiroz, alternativas para a redução da carga tributária que incide sobre a remuneração e a premiação da categoria. ?A aprovação da Lei de Incentivo é o grande objetivo deste ano. É uma vontade do presidente Lula?, afirmou o ministro durante a reunião.

De acordo com Agnelo, o projeto tem previsão de estar na pauta de votação do Congresso em março. ?Mesmo com a Lei de Incentivo Fiscal e a Lei Agnelo/Piva ? que destina 2% da arrecadação das loterias para o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e o Comitê Paraolímpico ? vou avaliar com carinho os descontos nas premiações?, prometeu.

Para a maratonista Márcia Narloch, a redução na carga tributaria ajudaria diretamente os atletas e, em especial, o esporte. ?É preciso começar a traçar um plano para o esporte nacional. Nosso país está diretamente ligado ao esporte e as novas leis buscam profissionalizar este mercado. A vinda do Pan, em 2007, para o Rio de Janeiro, já um exemplo. Por isso, vou continuar correndo até lá?, garantiu a atleta de 34 anos, medalha de ouro no Pan-Americano de Santo Domingo, na República Dominicana.

Além de Márcia (3º lugar na prova feminina), estiveram com o ministro os atletas Marilson Gomes dos Santos (campeão da última prova), Rômulo Wagner da Silva (2º lugar na competição), Ednalva Laureano (2º lugar) e Sirlene Pinho (4º lugar).

Hoje, os recolhimentos variam de 11% a 26% sobre o valor bruto, e incidem sobre salários e prêmios, além dos 20% de INSS que são recolhidos pelas empresas patrocinadoras.

No final da reunião, os corredores entregaram uma carta solicitando ao ministro uma Lei de Incentivo ao esporte diferenciada, permitindo a renúncia fiscal ou incentivo fiscal, o que propiciaria aos patrocinadores o abatimento do investimento realizado no esporte.