Um magistrado britânico sentenciou à prisão perpétua um ativista confesso da rede extremista Al-Qaeda que admitiu ter planejado atacar a Bolsa de Valores de Nova York, a sede do Banco Mundial, em Washington, e diversos hotéis em Londres. O juiz Neil Butterfield condenou Dhiren Barot por seu plano de "assassinar centenas – se não milhares – de homens, mulheres e crianças totalmente inocentes". Na interpretação do juiz, o plano era sofisticado, mortífero e já estava em andamento quando foi descoberto.

Sete pessoas ligadas a Barot deverão ser julgadas pela Justiça britânica em 2007. A sentença de prisão perpétua aplicada a Barot deixa aberta a possibilidade de liberdade condicional após 40 anos de cumprimento de pena. "Você optou por usar sua vida para causar morte e destruição ao mundo ocidental", disse Butterfield a Barot, que ouvia impassível o pronunciamento do juiz na Corte da Coroa de Woolwich, em Londres.

"Você planejava promover indiscriminadamente uma carnificina, um derramamento de sangue, uma chacina em escala sem precedentes. Estou satisfeito porque, além de você ter sido impedido, era apenas uma questão de tempo até que seus planos se transformassem em realidade", concluiu o magistrado.

A sentença de prisão perpétua com direito a liberdade condicional somente depois de 40 anos de pena cumprida foi considerada rígida, uma vez que os planos de ativista religioso foram desbaratados.