Durante o massacre na universidade de Virginia, nos Estados Unidos, o aluno Charles Clayton Violand, chamado pelos amigos de Clay, de 20 anos, conseguiu salvar-se. Ele conta que olhou para a porta da sala de aula e viu um jovem asiático com uma arma e um colete cheio de munição. "Deitei embaixo de uma mesa e ele começou a atirar nas pessoas", contou Clay.

Segundo ele, o atirador, identificado como o sul-coreano Cho Seung-hui, estava muito calmo e era metódico ao atirar, indo de uma pessoa para a outra. ‘Eu continuava deitado, olhando pra baixo’, disse Clay, que faz faculdade de Relações Internacionais na Virginia Tech. Após um tempo, Cho saiu. "Ficou tudo em silêncio, só algumas pessoas gemiam e umas meninas choravam", disse Clay, que continuou deitado, paralisado, esperando o socorro de alguém.

Mas quem voltou foi Cho. "Acho que ele foi recarregar sua arma ou alguma coisa assim. Então começou a atirar de novo", disse. "Eu ficava apertando os olhos, fingindo que estava morto, e pensando como seria a dor de levar um tiro. Também pensei nos meus pais." Após alguns instantes, os policiais entraram e pediram ao alunos, que conseguissem, para deixar a sala. "Fui o único da classe que não levou um tiro."