Aldo e Chinaglia trocam abraço diante das câmaras

Depois da cerimônia de sanção de uma lei sobre saneamento básico o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e o líder do governo na Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), ambos interessados no comando da Câmara a partir de fevereiro, trocaram um abraço diante das câmeras de televisão. Questionado se tratava-se de um abraço de conciliação, Rebelo disse que "democracia comporta tanto disputa quanto acordo". E repetiu a resposta ao ser questionado se um acordo entre ele e Chinaglia para a definição de um único candidato seria possível.

Sobre a possibilidade de ir para um ministério, caso perca a disputa, Rebelo declarou: "Sou candidato à presidência da Câmara." Segundo ele, a sua candidatura não é um projeto pessoal mas de um conjunto de partidos, sinalizando com isso a sua disposição de continuar na disputa.

O outro candidato, Chinaglia, disse que o abraço entre os dois foi sincero e que a presença dele na cerimônia foi a convite do cerimonial da Presidência da República. "A cerimônia era importante e a agenda estava leve", declarou. Sobre o fato de estarem em lados opostos por causa da disputa, Chinaglia lembrou que a amizade dele com Rebelo é antiga. "É a vida, fazer o quê." Chinaglia disse ainda que não tem conhecimento de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha estabelecido a data de 20 de janeiro para que os dois candidatos se entendam em torno de uma candidatura única.

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