Foto: Mariza Tezelli

Paraná é representado com a peça Caninos brancos.

Nos mesmos espaço e tempo, a diversidade cultural do Brasil se encontrará. Será em Belo Horizonte, Minas Gerais, na próxima semana, entre os dias 7 e 11. A Teia 2007 é um evento do Programa Nacional de Cultura, Educação e Cidadania da rede Cultura Viva, do Ministério da Cultura. Neste ?emaranhado? artístico, estarão 650 Pontos de Cultura de todo o País; desses, 49 do Sul, 16 do Paraná e quatro de Curitiba.

O encontro nacional dos Pontos de Cultura tem como base um ?tripé?, formado pelos conceitos de Celebração e Encantamento; Reflexão; e Organização. Como explica o secretário de programas e projetos culturais do Ministério da Cultura, Célio Turino, é uma maneira de garantir acesso às expressões culturais do Brasil. ?É o momento de inclusão de projetos que não têm tanto acesso ao mercado. É o momento de costura das mais diversificadas expressões culturais que tem nosso país?, esclarece.

Os trabalhos que serão mostrados em BH vão desde cultura tradicional até mostras de linguagem experimental. Todos, segundo Turino, terão visibilidade e, no evento, serão protagonistas reconhecidos – papel que nem sempre assumem. Até agora, são 650 pontos de norte a sul do Brasil. A meta, como comenta o representante do Ministério da Cultura, é chegar a mais de três mil, até 2010.

Paraná

O Estado terá sua cultura representada por projetos de Cascavel, Cornélio Procópio, Curitiba, Foz do Iguaçu, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, São Miguel do Iguaçu e Sertanópolis. Um dos trabalhos que, em Minas, mostraram a arte de Curitiba é o espetáculo teatral Caninos Brancos, do Projeto Minha Vila Filmo Eu (Olho Vivo).

Na peça, dois atores são profissionais e oito estão aprendendo a fazer teatro. Estas são crianças de dois bairros carentes da capital paranaense, Parolin e Vila das Torres, que fazem parte das oficinas. Para o diretor do espetáculo e coordenador do Projeto Olho Vivo, Marcelo Munhoz, o evento nacional é uma maneira de se mostrar. ?Esse projeto (Rede Cultura Viva) é bem interessante, diferente das demais políticas de cultura. Não vem de cima para baixo e não dá preferência apenas à arte institucionalizada?, comenta.

A cultura que o grupo de Marcelo vai representar na próxima semana é a cultura da periferia. ?Vamos mostrar como as crianças desses bairros carentes observam a própria cultura e como retratam a própria realidade artisticamente. Com o projeto, damos voz artística a essa população?, conclui o diretor.