O Mae, museu de Arqueologia e Etnologia da UFPR-Universidade Federal do Paraná, situado em Paranaguá, vem concretizando o projeto de revitalização do restauro, iniciado em 2002, juntamente com o projeto museológico de reorganização da estrutura. Os recursos, que somam R$ 2.900.000,00, já estão em fase de captação.

O Mae iniciou as obras de restauro com recursos de emenda parlamentar, contando ainda com recursos do IPHAN- Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, no valor de R$ 400.000,00. Através da Lei Rouanet, foram captados recursos da Caixa Econômica Federal e da COPEL – Companhia Paranaense de Energia, totalizando R$ 900.000,00, além de recursos pelo BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento e Econômico Social que estão em fase de análise pelo banco, relatou a diretora do Museu, Ana Luisa Fayet Sallas.

A obra, que já está em andamento, deve se prolongar em 2007 e possivelmente será inaugurada em 2008, abrindo com nova exposição. ?A reserva técnica teve que sair de Paranaguá e então encaminhamos projetos para o BNDES, a Caixa Econômica Federal, a Fundação Vitae e ganhamos os três, permitindo a organização da infra-estrutura para a preservação do acervo?, comentou Sallas, que é também professora do curso de Ciências Sociais da UFPR, com atuação na Pós-Graduação em Sociologia.

A reserva técnica teve o projeto elaborado pela arquiteta Francisca Toledo, especialista em Controle Ambiental e Reservas Técnicas. A diretora explicou: ?Estamos pensando em ampliar porque um museu universitário cresce com a produção da pesquisa. Recebemos, recentemente, a doação de um médico de São Paulo, da Escola Paulista de Medicina, são peças da região do Xingu, maravilhosas, que serão expostas no MUSA – Museu de Arte da UFPR, em abril deste ano?.

A idéia de buscar um espaço de exposição em Curitiba partiu do laudo de Maria Cristina Bruno, museóloga, referência nacional, que fez uma vistoria técnica no museu. A verba para montar a estrutura da sala encontra-se parcialmente garantida. Até meados de 2007, será inaugurado o módulo expositivo como exposição informativa do que é o museu.

Alí terá início um trabalho por meio da ação educativa. ?Professores-pesquisadores assumirão um programa de extensão e educação em várias linhas, para atender a comunidade, as escolas e tudo o mais?, comentou a professora, que concluiu: ?Acho que estamos em um momento bem fértil, pois agora estamos no coração da universidade, com esse novo espaço no Prédio Histórico da UFPR na Santos Andrade.?  

Zélia Maria Bonamigo (zeliabonamigo@uol.com.br) é jornalista, mestre em antropologia pela UFPR, membro do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná