Olivier Widmaier Picasso, neto de Pablo Picasso, apresentou, nesta terça-feira, uma nova biografia do avô, intitulada “Picasso: Retratos de Família”, com o objetivo de derrubar alguns mitos sobre o artista malaguenho.

“Existem muitas lendas e boatos falsos” sobre a vida de Picasso, disse seu neto, ao apresentar à imprensa o livro editado pela Algaba Ediciones, durante ato realizado no Centro de Arte Rainha Sofia, em Madri.

“Meu avô, que era muito famoso, sempre preferiu não perder tempo em discussões”, explicou o neto do pintor, que admitiu a “ausência de comunicação” entre seu avô materno e a filha, Maya, fruto do segundo casamento de Picasso, com Marie Therese Walter.

“(Picasso) passou a vida ajudando discretamente os outros”, disse Olivier, que é advogado e produtor, desmentindo que fosse mão-fechada. Ainda em relação aos mitos que rodeiam a vida particular do artista e para contrabalançar os que o tem acusado de mulherengo, seu neto garantiu que não foi assim, pois as mulheres com quem se casou “se sucederam umas às outras”.

O artista, nascido em Málaga (Andaluzia, sul) em 1881, casou-se quatro vezes e teve quatro filhos.

Um dos capítulos mais polêmicos desta história familiar diz respeito às licenças comerciais sobre a obra do pintor.

Olivier Picasso explicou que para evitar que produtos piratas ou marcas ilegais se espalhem por mais de 60 países, foi criada a sociedade “Picasso Administration” que concedeu até agora 10 ou 12 licenças, entre estas à Citröen, fabricante francesa de carros.

“A comercialização da assinatura de Picasso é conseqüência de sua obra”, argumentou Olivier, insistindo em que seus descendentes são “responsáveis” por “proteger” o nome de Picasso para que continue pertencendo ao mundo da arte.