Um braço quebrado, um crânio, os ossos do pé. É o que revelam contra a luz radiografias que, analisadas por um médico, orientam o tratamento de um paciente. Amanhã, sexta-feira, 1.500 radiografias serão dispostas em painéis num espaço de 25 metros de largura por 7,5 metros de altura no Rio de Janeiro, traduzindo muito além do que os ossos podem indicar. O cenário é formado com raios-x doados pelos fãs da cantora carioca Isabella Taviani para o show de lançamento do seu disco “Eu Raio X”, onde música e imagens compõem mais propriamente a radiografia da aura da artista. Em São Paulo, o show de lançamento do CD será realizado no dia 16 de junho.

“Se eu pudesse fotografaria de dentro para fora a melodia / Imprimia o coração numa película escura e cinza / Abriria o peito, a pele inteira, a alma fria / Pra te chamar de meu”, canta Isabella em “Raio X”, faixa-título do disco, numa balada romântica, num trabalho com 12 músicas que mesclam pegadas rock roll, funk e MPB, sempre com a temática da felicidade ou da dor provocadas pela paixão e o sentido da vida. “Pena de quem desistiu / De quem olhou para trás e não se viu mais / Pena de quem desabou e não soube levantar, só chorou demais / Pena que é de manhã e você ainda não enxergou”, canta em “Roda Gigante”, uma cantiga com dedilhados do instrumento havaiano ukelele.

Com 20 anos de carreira, emplacando músicas que viraram hits de novelas da Globo como “Luxúria”, de “Sete Pecados” e “Ternura”, da novela “Duas Caras”, “Eu Raio X” é o 5º disco da cantora, mas o primeiro independente. Ela deixou a Universal Music preferindo orientar toda a concepção do seu novo trabalho, que ganhou fôlego num momento em que Isabella estava se dedicando à uma releitura dos Carpenters, uma das referências da moça que cresceu em uma família muito musical. O avô era barítono e a mãe, pianista e professora de música.

A cantora carioca revela que ainda tem os registros feitos em gravador de rolo de suas cantorias de quando tinha apenas três anos de idade. “Eu ouvia a todos os recitais do meu avô no Teatro Municipal e podia não entender a letra, mas entendia a melodia. Por isso tenho mais facilidade em fazer melodia. Meu avô foi um dos maiores críticos que eu tive”, diz ao revelar que deixou de se importar com a crítica musical.

Independente do modo de produção e da crítica, Isabella parou seu trabalho de releitura dos Carpenters e começou a compor muitas músicas, que ganharam a parceria da cantora Myllena, que conheceu em um festival em Manaus. O disco conta com quatro músicas da cantora mineira, incluindo a faixa-título, que surgiu em um momento de inspiração quando Isabella dava uma entrevista a uma emissora de rádio sobre os caminhos do seu novo trabalho, que seria um raio-x da sua vida. Ao ouvir a expressão, Myllena já começou a esboçar no estúdio da rádio a canção. “Eu estava ensaiando quando ela me mostrou a letra e a música. Fiquei muito emocionada, porque acredito nesses insights. As coisas atravessam a nossa vida por alguma razão, não foi coincidência. Era algo em que deveria apostar.”

Eu Raio X

Dia 25/05 no Citibank Hall (RJ)

Av. Ayrton Senna, 3000

Barra da Tijuca

Rio de Janeiro – RJ

Dia 16/06 no HSBC Brasil (SP)

R. Bragança Paulista, 1281

Chácara Santo Antônio

São Paulo – SP