Mais do que nunca o estúdio de Andy Warhol (1928-1987) mereceu ser chamado The Factory (a fábrica) nos últimos dez anos de vida dele. Com diversos projetos empresariais e artísticos ao mesmo tempo – edição da revista Interview, produção de filmes experimentais e programas para TV, publicação de livros e encomendas incontáveis de quadros -, aquela foi sua década mais produtiva. Estima-se que ele tenha criado em torno de 3.500 quadros naquele período, no qual se destaca a volta do rei da impressão em silk screen à pintura com tinta e pincel.

Um extrato desse volume compõe Andy Warhol: The Last Decade, em turnê pelos Estados Unidos e que o Brooklyn Museum, em Nova York, exibe até 12 de setembro. É a primeira exposição em museus norte-americanos que focaliza os últimos trabalhos de Warhol. Os cerca de 50 quadros mostram a transformação no estilo, o uso de novas técnicas e o aumento na escala das telas dele a partir do fim dos anos 1970.

O retorno à pintura (depois de ele ter dito que pintar era coisa fora de moda) foi estimulado pelo trabalho em conjunto com artistas como Jean-Michel Basquiat, Francesco Clemente e Keith Haring. Criadas em paralelo a séries de impressões e retratos comissionados, muitas dessas obras eram projetos pessoais, só conhecidos depois da morte de Warhol por complicações de uma cirurgia na bexiga. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.