Do cinema mudo ao cinema falado será tema da palestra que o cinéfilo e colecionador Jorge de Souza fará nesta, às 19h, no Auditório Paul Garfunkel da Biblioteca Pública do Paraná. Ele é responsável pela criação do Cine Clube Annibal Requião e vai contar fatos pitorescos, inéditos e históricos sobre o assunto.

Segundo Jorge de Souza, “os irmãos Louis e Auguste Lumière talvez não tivessem a consciência de que estavam criando um meio de expressão importante. Chegaram a dizer que o cinema é uma invenção sem futuro”, disse. O som era tecnologia nova que enriquecia o cinema, mas obrigava mudanças na produção e na linguagem. Os anos 30 consolidam os grandes estúdios e consagram astros e estrelas em Hollywood. Os gêneros se multiplicam e os musicais ganham destaque.

Em 1929 o cinema falado representa 51% na produção norte-americana. A adesão de quase todas as produtoras ao novo sistema abala convicções, provoca a inadaptação de diretores, atores e roteiristas. Diretores como Charles Chaplin e René Clair estão entre os que resistem à novidade, mas com o tempo aderem à sonorização.

Serviço: Do cinema mudo ao cinema falado. Data: 11 de agosto. Biblioteca Pública do Paraná. Rua Cândido Lopes, 133, 19h.

Coréia na Biblioteca

A Associação Cultural Coreana do Paraná abre exposição também amanhã às 15h, no hall térreo da Biblioteca Pública do Paraná. A mostra, que reúne 470 livros doados pela entidade à Biblioteca, trajes típicos, cartazes e objetos da cultura coreana, ficará em cartaz até o dia 25 deste mês. Segundo o presidente da entidade, Kwan Ho Song, a idéia é contar um pouco da história da Coréia e de seu povo que tem mais de 3 mil anos.

As publicações, escritas nas línguas coreana, inglesa e espanhola abordam, entre outros temas, a educação, cultura, história, literatura, geografia, contos infantis e ensaios. Segundo Song, alguns aspectos são bem conhecidos em todo mundo, como a arte marcial de autodefesa tae-kwon-do e os três monumentos nacionais que fazem parte da lista do Patrimônio Cultural do Mundo selecionado pela Unesco: os templos de Bulguksa e Haeinsa e o santuário de Jongmyo. Mas o público terá a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre aquele país.

Serviço: Exposição Um olhar sobre a Coréia. 11 a 25 de agosto. Hall térreo da Biblioteca Pública do Paraná.