Os relâmpagos do rock agora espocam por aqui em tempo real. Um ano após lançar seu primeiro disco, a nova banda-sensação da Grã-Bretanha, The Vaccines, já desembarca no Brasil. Atração dos principais festivais do mundo, como Leeds, Reading e Coachella, os ingleses dão o ar da graça no Brasil já no dia 18, no Cine Joia (Praça Carlos Gomes, 82, Liberdade, tel 3231-3705). No dia 19, estarão no Circo Voador, no Rio. Chegaram a ser agendados no festival Planeta Terra, no ano passado, mas cancelaram.

“Encontramos o Sepultura duas vezes, uma delas na Austrália, e também já encontramos o CSS”, diz Justin Hayward-Young, cantor e compositor do grupo (além dele, integrado por Arni Hjörvar, baixo; Freddie Cowan, guitarra; Pete Robertson, bateria). “Sinto que o Brasil tem um verdadeiro espírito rock’n’roll.”

A banda está em rotina frenética desde que foram anunciados como “o segredo mais mal guardado do Reino Unido”: já tem 19 meses que se jogaram na estrada, sem pausas. Mas Justin terá um dia livre antes do show em São Paulo, dia que espera usar para jogar uma pelada de futebol.

O vocalista diz que o grupo já está trabalhando no disco que vai suceder o anfetamínico “What Did You Expect from the Vaccines?” (Sony Music, nas lojas esta semana), e que o produtor será o reputado Ethan Johns. “Nós experimentamos as músicas novas durante as passagens de som. É o que gostamos de fazer, todo dia a gente faz música”, diz Young. “A escolha de Ethan é porque a gente ama o tipo de ocupação do espaço entre os instrumentos que ele consegue. Amamos os discos que ele fez com o Kings of Leon e o Ryan Adams”, afirmou o cantor.

“Acho que nossa marca registrada são as canções que fazemos. Temos de seguir adiante com isso. No mais, nossa intenção é empurrar para a frente a tradição do pop clássico”, disse. Segundo Young, apesar de ser um desafio fazer um segundo disco que não deixe cair a peteca da expectativa criada no primeiro, eles não temem nada. “Estou num momento diferente da minha vida agora. Um novo disco vai refletir isso, não o passado. O lance é manter um som que seja completamente reconhecível.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.