Foto: Valquir Aureliano

Henrique ainda não renovou contrato, mas vai à Bolívia.

O técnico Zetti terá que montar um ?quebra-cabeça? na busca pela melhor formação do Paraná Clube para o jogo da próxima terça-feira – às 19h (horário de Brasília), no Estádio Mario Mercado Vaca Guzmán – contra o Real Potosí. Após garantir presença nas semifinais do Paranaense, o Tricolor parte atrás de um objetivo maior: carimbar passaporte para as oitavas-de-final da Libertadores.

E a meta é somar o maior número de pontos nas duas rodadas restantes para fechar a fase como o melhor segundo colocado dentre os oito grupos do torneio. Nesse caso, teria pela frente, na outra etapa, o clube de pior campanha entre os oito líderes.

Para sacramentar sua classificação, o Paraná precisa da vitória. Caso empate, estaria virtualmente classificado, mas necessitando de um ponto na última rodada ou que o Real Potosí não vença o Flamengo, no Rio de Janeiro.

Isso porque na Libertadores, o número de vitórias não é considerado fator de desempate.

No caso de igualdade em pontos ganhos, os critérios adotados são, pela ordem: saldo de gols, gols marcados, maior número de gols na condição de visitante e sorteio. Nesse momento de definição, Zetti convive com dificuldades por conta de sucessivas lesões. Além de André Luiz – que se lesionou na última quarta-feira – o treinador também foi comunicado do veto ao atacante Josiel.

A boa notícia fica por conta da volta de Dinelson. O meia treinou normalmente ontem e ao que tudo indica será a principal novidade do time. Com o ?baixinho? em campo, o Paraná teve atuações bem equilibradas. ?Ganhamos, com ele e o Henrique, consistência no meio-de-campo. O time tem poder de fogo sem que a defesa fique fragilizada?, analisou Zetti. Porém, todos esses aspectos serão analisados pela comissão técnica até o último treinamento, na manhã deste sábado.

A dúvida maior fica por conta da lateral direita. Sem André Luiz, a expectativa fica por conta da recuperação de Alex. ?Quero treinar nesta sexta. Acredito que serei relacionado para a viagem?, disse. Daí a jogar, é outra história. Sem jogar por uma semana, Alex não está no mesmo ritmo de outros jogadores e Zetti já frisou que neste jogo em especial – a 4 mil metros de altitude – a questão física tem prioridade sobre a técnica. Os outros laterais do grupo (Parral e Araújo) não estão inscritos na competição continental.

Fora de combate por dois meses

O lateral-direito André Luiz não deve voltar aos gramados antes de dois meses. O prazo estimado pelo departamento médico para a recuperação do atleta gira em torno de quarenta dias e só depois desse período ele poderia voltar aos treinos normais.

O responsável pelo departamento médico do clube, Mothy Domit, confirmou ontem que ainda há possibilidade de indicação cirúrgica, independente dos exames terem afastado a possibilidade de fratura no local.

Ontem, André Luiz se submeteria a novos exames de maior precisão, como ressonância magnética e tomografia. Domit disse ter sido uma entorse muito grave, com rompimento de vários ligamentos do tornozelo.

?Os exames serão avaliados por especialistas, que nos posicionarão sobre a necessidade, ou não, de cirurgia?, explicou o médico. ?No caso de uma intervenção, o prazo para a recuperação poderia ser um pouco menor, pois ela acelera o processo de recuperação?, finalizou.

O técnico Zetti, mais uma vez, lamentou o fraco desempenho da arbitragem paranaense na questão disciplinar. Por mais que André Luiz tenha se contundido na queda, ao pisar em falso num buraco, a sua ação foi para escapar de um carrinho aplicado pelo zagueiro adversário.

O treinador ainda lamentou a falha de Nilo Neves de Souza Júnior ao marcar pênalti inexistente de João Paulo e ainda expulsar o zagueiro.

?Foi um lance que mudou o rumo do jogo. Com um a menos, não foi fácil segurar a pressão?, comentou.