Depois de quase quatro meses de temporada, enfim, o Campeonato Brasileiro vai começar. O principal torneio do futebol nacional terá duração de seis meses e meio, terminando na primeira semana de dezembro. Até lá, os 20 clubes buscarão seus objetivos, seja o título, uma vaga na Libertadores ou simplesmente se manter na elite do futebol brasileiro. O certo é que o Brasileirão , após os parados campeonatos estaduais, chega prometendo confrontos mais emocionantes e disputados.

De qualquer maneira, entre favoritismo e realidade, muita coisa pode mudar. Nem sempre os melhores no papel conseguem as melhores campanhas, ainda mais em um campeonato tão equilibrado. E em meio a tantas forças semelhantes, Atlético e Coritiba entram com mais chances que alguns e mais limitados que outros, mas podem querer algo mais do que um simples meio de tabela.

Principal jogador do futebol brasileiro no ano, Guerrero conduzirá o Flamengo no Brasileirão. Foto: Gilvan de Souza/Flamengo
Principal jogador do futebol brasileiro no ano, Guerrero conduzirá o Flamengo no Brasileirão. Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Como todo ano, alguns clubes largam na frente em relação ao favoritismo para ser campeão. Casos de Palmeiras e Flamengo. O clube paulista é o atual detentor do troféu. Apesar de ter começado o ano irregular, tem um elenco para dar inveja a muitos adversários. Basta ver nomes como Mina, Felipe Melo, Dudu, Guerra e Tchê Tchê, entre outro. Além disso, trouxe novamente o técnico que comandou a equipe rumo ao título do ano passado. Depois de quatro meses sabáticos, Cuca retornou e estreia justamente no Brasileirão.

Já o time carioca foi campeão carioca invicto, é líder do grupo na Libertadores e tem aquele que talvez seja o principal nome no futebol brasileiro. O atacante Guerrero não é o maior goleador do ano, mas virou dono do Flamengo, que ainda contará com a volta de Diego e vê outras peças crescendo de produção, como Rodinei, Trauco e Éverton.

Goleador mesmo, mais uma vez, é Fred. O atacante, inclusive, vem fazendo um grande 2017 no Atlético-MG, que foi campeão mineiro e vê o comando de Roger Machado surtir efeito. Elias, Robinho e Rafael Carioca também estão em boa fase e colocam o Galo nesta briga pela ponta. Mas Belo Horizonte não se resume apenas ao lado alvinegro. O Cruzeiro, apesar do vice-campeonato estadual e a eliminação precoce na Copa Sul-Americana, montou um elenco forte e que promete marcar o rival passo a passo.

Apesar de jogar Libertadores e Recopa, Chapecoense terá o grande desafio após a tragédia do ano passado. Foto: Sirli Freitas/Chapecoense
Apesar de jogar Libertadores e Recopa, Chapecoense terá o grande desafio após a tragédia do ano passado. Foto: Sirli Freitas/Chapecoense

Segundo escalão

Um pouco mais abaixo aparecem Corinthians, Fluminense e Grêmio. O clube paulista foi campeão estadual e perdeu apenas dois jogos no ano. Fábio Carille encaixou o time, que vem embalado. O tricolor carioca perdeu a final para o Flamengo, mas provou que a aposta na garotada deixou a equipe mais leve e Abel Braga vem rodando bem o elenco. Já os gaúchos não foram bem no Estadual, mas nomes como Luan, Pedro Geromel, Marcelo Grohe e Maicon mostram a qualidade do grupo.

Outros representantes brasileiros na Libertadores, Botafogo e Santos ainda estão derrapando no ano, apesar das boas campanhas no torneio continental. A falta de um elenco encorpado nos dois os colocam um pouco abaixo dos adversários.

Já a Chapecoense ainda vive a reformulação após a tragédia do ano passado. O time comandado pelo técnico Vágner Mancini conquistou o bicampeonato catarinense e foi vice-campeão da Copa Sul-Americana, mas agora que vem o verdadeiro desafio e, certamente, a comoção em campo não será a mesma das arquibancadas. Por isso, a Chape terá que mostrar um futebol melhor no segundo semestre.

O São Paulo, apesar de estar fora da Libertadores, entra neste pelotão. Rogério Ceni ainda está se encontrando como técnico, mas um elenco com Pratto, Cueva e Cícero sempre é considerado perigoso.

Sempre com o estilo brincalhão, Milton Mendes sabe que a missão do Vasco é evitar os fiascos de 2013 e 2015. Foto: Paulo Fernandes/Vasco da Gama
Sempre com o estilo brincalhão, Milton Mendes sabe que a missão do Vasco é evitar os fiascos de 2013 e 2015. Foto: Paulo Fernandes/Vasco da Gama

Sem falar que sempre aparecem os times de menor expressão que querem uma vaguinha lá em cima. Em 2017, o Sport é quem vem mais forte para ser a ‘surpresa’. Na final do Pernambucano e da Copa do Nordeste, o Leão vê em Diego Souza, inclusive convocado para a seleção brasileira, a grande aposta para se infiltrar no pelotão de cima. A Ponte Preta, finalista do Paulistão e que a cada ano vem chegando mais perto, e o Bahia, com um elenco recheado de medalhões, como Hernane, Allione e Armero, também querem chegar ao G6.

Fuga da degola

Mas também existem os que olham mais para a parte debaixo da classificação. Atlético-GO, Avaí e Vasco, que voltaram este ano para a elite, sabem que este é o primeiro objetivo na competição. Assim como o Vitória, que, apesar da boa campanha no Estadual, caiu muito de rendimento nos jogos mais importantes.