Foi, sem dúvida, um campeonato atípico. Marcado pela bagunça extracampo e um nível técnico ruim, o Paranaense 2007 manteve as surpresas até o fim, com um time do interior voltando a dar a volta olímpica depois de 15 anos.

Antes do início o torneio já prometia lambanças, com a indefinição das vagas da Divisão de Acesso. Com a desistência do União Bandeirante e a fusão entre Adap e Galo Maringá, a FPF deu as vagas ao 3.º do Acesso (Iguaçu) e a um dos rebaixados em 2006 (Toledo). O Engenheiro Beltrão, 4.º no Acesso, foi à Justiça desportiva e em cima da hora tirou o Toledo – a estréia da equipe foi só na 2.ª rodada.

No jogo entre J. Malucelli e Adap-Galo, a falha da arbitragem ao validar um gol dos maringaenses com os jogadores adversários no campo de ataque chegou aos tribunais. Numa decisão inusitada, o TJD paranaense determinou a disputa dos 17 minutos finais da partida, posteriores ao erro. O STJD consertou e manteve o empate em 1 x 1.

Depois, o Paraná Clube também parou no banco dos réus por motivo bizarro -usou quatro jogadores contra Cobreloa, pela Libertadores e Cianorte, no dia seguinte. Detalhe: o calendário havia sido determinado pela própria FPF. O Tricolor foi absolvido e dias depois voltou a disputar jogos em dias consecutivos, desta vez sem incômodos.

Para completar, o Roma Apucarana foi rebaixado (junto com o Nacional) e irá disputar, em 2008, a Segundona paranaense e a Copa do Brasil, graças ao título da Copa 100 Anos.

O título do ACP ilustra, além da surpreendente performance da equipe do interior, o desempenho decepcionante do trio de ferro. Atlético e Paraná, com outros objetivos na temporada, usaram equipes reservas em várias rodadas. Mesmo com os titulares, porém, jamais chegaram a empolgar, apesar de terem alcançado a semifinal junto com o Coritiba – outro que apresentou muita irregularidade e não fez por merecer o caneco.