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Stock Car desembarca em Curitiba para abertura

  • Por Márcio Rodrigues
David Murffato corre ao lado de Boesel.

Começa hoje, extra-oficialmente, a temporada 2003 do Campeonato Brasileiro de Stock Car. Com duas sessões de treinos livres hoje, e outras duas amanhã, será aberta a 25.ª temporada da mais profissional e competitiva categoria do automobilismo brasileiro.

Com um grid de 33 pilotos, e sem alterações substanciais no regulamento, a temporada começa com treinos de reconhecimento e adaptação ao traçado externo do Autódromo Internacional de Curitiba (AIC), em Pinhais, Região Metropolitana da capital paranaense. Na sexta-feira, com os treinos livres oficiais e a primeira tomada de tempos para formação do grid, os pilotos começam a briga pela pole-position da primeira etapa, que será disputada domingo, no AIC.

Se não há uma grande mudança técnica, a temporada mostra a consolidação da Stock como a mais estruturada categoria turismo do Brasil e América do Sul. Prova disso foi o aumento de investimentos observados em relação ao ano passado, com uma injeção “maciça” das principais companhias petrolíferas do mundo. “Somente a Repsol investirá cerca de R$ 2 milhões na equipe Boettger”, lembrou o paranaense Raul Boesel, que no ano passado assinou no fim do ano passado o mais extenso contrato de um piloto com uma equipe no automobilismo brasileiro. Raul ficará na Repsol/Boettger pelos próximos três anos, e ainda tem uma cláusula de opção por mais dois anos. Raul é o último remanescente da corrida inaugural, em 1979, quando a categoria foi criada no Brasil.

Ao lado de Boesel, corre outro piloto do Paraná, o cascavelense David Muffato, que está na equipe há duas temporadas, desde que ascendeu à categoria principal da Stock, a V8.

Além da Repsol, outras duas gigantes do setor prometem dar crédito às suas equipes. A Texaco, que há 8 anos acompanha o supercampeão Chico Serra, e que este ano, pela primeira vez, terá um segundo carro, que marca a “estréia” do paranaense Alceu Feldmann, numa equipe de ponta: a OWB/Texaco.

Já a Petrobrás confirmou seu apoio total à RS Competições, e agora terá a dupla carioca Cacá e Popó Bueno, baseados em Londrina.

Internacional

A principal mudança da Stock se deu em 2000, quando os motores passaram a ser preparados por apenas um fornecedor (a ZF Preparações – do veterano Zeca Giaffone) um V8 de 600cc de potência, com limitador de 480cc, que atinge no máximo 6000 giros. O chassi foi projetado para competição, e a bolha externa mudou para carenagem de Vectra.

Houve uma resistência inicial das principais equipes, mas as mudanças fizeram com que as antigas vantagens de até dois segundos entre os favoritos despencassem draticamente. “Na Stock Car de hoje, em algumas pistas onde há maior equilíbrio, temos até 22 carros andando no mesmo segundo”, comentou Muffato.

Com o fim do monopólio da preparação de motores, as equipes precisaram investir em novas fórmulas para se destacar. E o caminho natural foi buscar no exterior engenheiros para trabalhar suspensões mais eficientes. Foi o caso da Repsol, que este ano contratou o alemão Alfons Hohenester. Além dele, outras equipes contam com especialistas na parte de baixo do carro da França, Inglaterra, Argentina e Estados Unidos que neste intercâmbio fazem melhorar ainda mais a competência dos brasileiros.

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