O Estádio do Canindé está interditado preventivamente por 30 dias. Na tarde desta sexta-feira, o vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Virgílio Val, acatou o pedido feito pela Procuradoria e impediu a Portuguesa de disputar seus jogos no estádio.

A decisão foi tomada três dias depois que dois conselheiros invadiram o vestiário com seguranças armados e ameaçaram o meia Héverton e os atacantes Edno e Christian – o presidente do clube, Manuel da Lupa, negou que os seguranças portavam armas. O episódio gerou protestos do técnico Renê Simões, que pediu demissão no dia seguinte.

Além da interdição do estádio, a Portuguesa também sofrerá punição financeira. O clube terá de responder por dois artigos: 211 (deixar de manter o local que tenha indicado para realização do evento com infraestrutura necessária para assegurar plena garantia e segurança para sua realização) e 213 (deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto).

As multas variam de R$ 1 mil a R$ 200 mil. E o clube ainda poderá perder o mando de campo por 10 jogos. A data do julgamento ainda não está definida. A Portuguesa já não poderá atuar no seu estádio no dia 1.º de setembro, na partida contra o Figueirense, pela 22ª rodada da Série B.