Rosângela e João Vitor vão bem, mas param nas semifinais em Pequim

O Brasil não vem realizando um bom Mundial de Atletismo, com a maioria dos seus atletas fazendo marcas piores do que as obtidas em competições regionais. Mas há as exceções. Nesta quinta-feira, João Vitor de Oliveira chegou se jogando sobre a linha de chegada, para tentar ganhar algum centésimo, fez seu recorde pessoal, mas não avançou à final dos 110m com barreiras. Já Rosângela Santos ficou muito perto do melhor da carreira e parou na semifinal dos 200m. Ambos, entretanto, foram tão longe quanto podiam.

João Vitor vendeu o carro para ir treinar nos Estados Unidos com Zequinha Barbosa e precisou da ajuda de amigos para pagar a viagem à Europa, onde obteve o índice para o Mundial. Em Pequim, tinha a chance da carreira e não fez feio. O brasileiro terminou como 18.º melhor dos 110m com barreiras, com o tempo de 13s45, ratificando o índice olímpico. Mas era necessário 13s25, ao menos, para ir à final.

Nos 200m, Rosângela Santos não chegou a fazer a melhor marca da carreira, mas ficou muito perto disso. Correu a semifinal em 22s87, segunda melhor performance da vida – correu 22s77 na etapa de Birmingham da Diamond League este ano. Uma vaga na final do Mundial, entretanto, só viria com 22s47 e recorde brasileiro.

Três jamaicanas e duas norte-americanas vão disputar a final dos 200m, mas o melhor tempo da semifinal foi de uma britânica, Diana Asher-Smith, que fez 22s12 – quinta melhor marca da temporada.

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