O time que parecia estar engrenando voltou, ao que parece, à estaca zero. O Paraná Clube foi derrotado pelo Rio Branco por 1×0 no último domingo e as contestações sobre a qualidade da equipe para 2019 voltaram à tona. Se antes, mesmo com a ausência do Tricolor nas fases finais do primeiro turno do Campeonato Paranaense e com a precoce eliminação na Copa do Brasil, o grupo tinha conseguido emendar uma sequência sem derrotas, o placar negativo diante do Leão da Estradinha colocou abaixo os argumentos de que o processo estava funcionando.

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O time do litoral é um forte candidato ao rebaixamento do Estadual, com apenas duas vitórias em sete jogos até aqui, incluindo a disputa diante do Paraná, mas ainda que estivesse em situação crítica competição, conseguiu pressionar o Tricolor e não possibilitou que a equipe paranista desenvolvesse seu jogo.

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O Paraná tinha apenas uma derrota na temporada, diante do Operário, na estreia do Paranaense e, por isso, o discurso no clube era de que, aos poucos, o time entraria no eixo. Porém, com o revés para o time do Litoral o sinal de alerta foi ligado. Principalmente porque a equipe tem pela frente a longa Série B do Campeonato Brasileiro.

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O técnico Dado Cavalcanti assumiu sua parcela de culpa pelo resultado ruim em Paranaguá, alegando que, talvez, tenha escolhido a estratégia errada.

“Eu soube da informação antes que o Rio Branco viria com três zagueiros. Eu esperava levar mais vantagem tática em cima dos três zagueiros. Foi um jogo de confrontos individuais e os três zagueiros deles levaram mais vantagem em cima dos nossos três atacantes”, explicou.

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O treinador afirma que está consciente de que será preciso reforçar a equipe para o Brasileirão e garante que todo o elenco está sendo colocado à prova. “Internamente nós estamos fazendo avaliações no nosso grupo. Estamos falando a mesma língua. Estamos bem cientes das necessidades e por isso estou sendo aberto quanto a isso: falta alguma coisa”, explicou, referindo-se a outra entrevista que deu na última semana.

Na ocasião, o comandante deixou claro que há um intenso trabalho a ser feito para que o grupo consiga chegar no Brasileirão sendo competitivo. “Já falei sobre as necessidades no elenco. Mas também temos jogadores que estão pedindo espaço. Dá sim para incorporar um pouco mais (o time para a Série B). Estamos caminhando, mas falta alguma coisa para chegarmos fortes”, esclareceu.

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Após a derrota para o Rio Branco ficou ainda mais evidente a necessidade de que o time paranista seja “turbinado”, o que pode atrasar um caminho que vinha sendo seguido até o momento. “A gente tem um grupo inexperiente, jovem em jogos decisivos, mas não vamos, por conta da derrota, aumentar ainda mais nossas necessidades. Elas existem e vamos trabalhar muito”, finalizou.

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