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OPINIÃO: Que futebol queremos para nossas crianças?

Esse é o recado que damos para os jovens torcedores? Como vamos atrair as crianças para os estádios?

  • Por Cristian Toledo
Foto: Reprodução/GloboEsporte.com

A imagem tomou conta do País desde a tarde do domingo (17). Se você não viu, certamente ficou sabendo. Foi no clássico Atlético-MG 3×2 América-MG, no Mineirão. Tem a ver com o jovem Alerrandro, herói da vitória do Galo. E de como andamos lidando com o futebol e com a vida.

Antes de seguir, eis as imagens, que são do GloboEsporte.com:

Viu?

E foi logo com Alerrandro, que disse, ao sair do gramado, que comemorou o gol como Luan fizera em 2014, quando o meia já defendia o Atlético-MG e o atacante era uma criança, como esta que chorou por ter a camisa arrancada por um bando de idiotas.

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Cenas como essa podem ser raras, mas situações de intolerância, nos mais amplos sentidos, são vistas toda hora nos estádios. Desde os ridículos gritos de “bicha” para os goleiros até o assédio a torcedoras. E as crianças sofrem mais.

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Neste mesmo final de semana, no clássico São Paulo 0x1 Palmeiras, no Pacaembu, um senhor quis brigar com uma criança porque ela teria comemorado o gol palmeirense. Vamos pro vídeo, publicado pelo jornalista Allan Simon:

Dois atos de tantos, com a diferença de terem sido filmados. Ameaças, ataques, agressões – a gente sabe que tudo isso acontece nos estádios. E quantos “homens de bem” proferem as maiores barbaridades só porque estão torcendo por um time?

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Os mesmos que bradam pelo fim da corrupção – de um lado ou de outro – são aqueles que dizem que “o futebol é um mundo à parte”, em que poderiam conviver homofobia, racismo, misoginia e ataques a menores e idosos porque é “apenas um jogo”. Não.

Tá na hora de refletirmos de verdade sobre o futebol que queremos pro futuro. E não falo do que acontece em campo, mas sim do que vamos apresentar para os nossos filhos e netos. É isso que queremos? É isso que pretendemos ensinar para as crianças? Que eles podem ser preconceituosos, ou que eles precisam aceitar o preconceito “só porque é um jogo”? Que aceitamos agressões (das verbais às físicas) só porque “são do nosso lado”? Que não aceitamos o outro lado? Que não somos tolerantes?

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Às vezes tenho receio de acreditar que a maioria pensa assim mesmo. Se não for a maioria, pelo menos são aqueles que falam – e que adoram usar as redes sociais para destilar ódio. E que, querendo ou não, estão ganhando nessa disputa, pois cada vez somos menos tolerantes.

Quando Pelé disse “pensem nas criancinhas”, há 50 anos, todo mundo achou populismo. Esse tempo todo passou e continuamos a não pensar nelas.

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34 Comentários em "OPINIÃO: Que futebol queremos para nossas crianças?"


Solon da Silva Brasileiro
Solon da Silva Brasileiro
3 meses 26 dias atrás

Importantes para os índices de audiência.
E tbm por prifissionais serem tircedores doentes por seus times

Solon da Silva Brasileiro
Solon da Silva Brasileiro
3 meses 26 dias atrás

Ah, em São Paulo é diferente, além de mais violentas as torcidas são chamadas de Uniformizadas.
Pouco importa o nome, na verdade bandos de nazifacistas, loucos, bandidos e criminosos.
Contam com apoio de grande parte da imprensa especislizada, que morre de medo de perder o apoio desses grupos, impor

TIAGO DEMENECK
TIAGO DEMENECK
3 meses 26 dias atrás

Faz tempo que as organizadas dão show de horrores, fazendo arrastão nas ruas e incentivando a violência. Canso de ver ônibus quebrado e ministério público calado. É muita impunidade. A violência prevalece.

Márcio Lisbôa
Márcio Lisbôa
3 meses 26 dias atrás

Sou coxa branca mas devo enaltecer a luta do Petraglia pra se livrar deste câncer chamado torcida organizada

Márcio Lisbôa
Márcio Lisbôa
3 meses 26 dias atrás

A origem do mal é a torcida organizada. As familias foram se afastando cada vez mais do futebol. Eles se prevalecem de juizes que mesmo vendo um sujeito jogar uma bomba caseira contra outra torcida são incapazes de denunciar ele por ato terrorista que é como este crime é tratado lá fora. Vale tudo!

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