Muitos são os fatores que podem explicar a queda de rendimento do Paraná Clube nas últimas rodadas da Série B do Campeonato Brasileiro. De um time que venceu cinco jogos seguidos, o Tricolor passou a ser uma equipe que amarga uma sequência de seis partidas sem triunfos. Ainda que o time base do Tricolor não tenha tido mudanças drásticas, o técnico Matheus Costa aponta a necessidade que teve de fazer substituições como uma grande dificuldade para manter seu time embalado.

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A última vez que o Paraná comemorou a conquista de três pontos foi no dia 23 de julho, diante do Figueirense, por 1×0, o que na ocasião deixou o time na vice-liderança da Segundona. Depois disso, foram quatro derrotas e dois empates, fazendo a equipe despencar para o atual 11º lugar, com 24 pontos somados. E para tentar contextualizar os problemas que vem tendo com o time nessa série de tropeços, Matheus Costa falou sobre as baixas que teve nesse período. Para ele isso interferiu diretamente nos atuais resultados. “Se for ver o time que conquistou cinco vitórias e o time que terminou o jogo contra o Atlético-GO são equipes completamente distintas”, cravou.

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No entanto, a ‘espinha dorsal’ do Paraná Clube é a mesma, tanto nas cinco vitórias, quanto nos seis placares negativos. Com a exceção do meia Matheus Anjos, considerado realmente uma baixa importante no time, as demais posições sofreram mudanças apenas em momentos específicos. Um exemplo disso são as suspensões de Thiago Rodrigues, Éder Sciola, Rodolfo, Eduardo Bauermann, Guilherme Santos e Luiz Otávio, já que todos retornaram à posição assim que ‘zeraram’ a situação dos cartões.

Houve, ainda, mudanças estratégicas para alguns jogos apenas como a saída de Itaqui no meio campo, a alternância entre Jenison e Ramon na frente, a opção por Alesson como titular e a escolha de Bruno Rodrigues como ‘falso 9’. Existem ainda mais algumas situações de mudança com as substituições feitas durante o decorrer das partidas, porém, no geral o Paraná Clube foi praticamente o mesmo.

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Na vitória diante do Figueirense, o Paraná foi a campo com Alisson; Éder Sciola, Eduardo Bauermann, Rodolfo e Guilherme Santos; Luan, Itaqui (Ramon) e Fernando Neto; João Pedro (Leandro Almeida), Bruno Rodrigues; Jenison (Rodrigo Porto). Já na última rodada, diante do Atlético-GO, teve Thiago Rodrigues; Éder Sciola, Leandro Almeida, Rodolfo e Guilherme Santos; Luiz Otávio, Itaqui e Fernando Neto (Rodrigo Porto); João Pedro, Alesson (Rafael Furtado) e Bruno Rodrigues.

As alterações até previsíveis ao decorrer do período das onze rodadas em questão, mostram o reflexo de um outro problema. Sem grande orçamento, o time não conta com peças de reposição à altura, o que,na visão do treinador, também influenciou na queda de rendimento do time. “Durante a competição tivemos perdas importantes que nos prejudicaram para que os resultados continuassem acontecendo. Nós não temos condições de ter atletas do mesmo nível dos que saíram em virtude de lesões ou suspensões”, explicou.

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Se entre os 11 iniciais pouca coisa mudou, no que diz respeito aos reservas, é possível dizer que alguns garotos da base ganharam um espaço cativo, mesmo que no banco. Rafael Furtado, por exemplo, é visto como promessa. Ainda sem atuar os 90 minutos, já que vem de um longo período de recuperação, ele pode ser visto como solução na posição de centroavante e vem sendo acionado com frequência. Rodrigo Porto, quando não aparece entre os titulares, é presença certa no decorrer da partida.

Mesmo que o ambiente vivido pelo time paranista seja de total pressão pelo jejum de vitórias, o comandante fez questão de destacar que essa cobrança existe porque o elenco acabou gerando expectativas que antes não existiam. “Quando cheguei ao Paraná Clube era unanime a conversa de que o Paraná Clube era uma equipe que tinha que brigar para se manter na Série B. Mas criamos uma expectativa muito grande devido à sequência de vitórias que nós tivemos”, finalizou.