Será com muita emoção envolvida que o time do Paraná Clube entrará em campo para encarar o Coritiba neste sábado (05), pela 26ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Além de precisar da vitória para continuar vivo na briga pelo acesso, o Tricolor terá a chance de fazer as pazes com sua torcida. Faltando poucos dias para o clássico, o confronto já mexe com os sentimentos dos atletas. O duelo acontece a partir das 16h30, na Vila Capanema.

O Tricolor já superou o Alviverde no primeiro turno da competição, por 3×2, no dia 8 de junho, e aquele foi justamente o jogo da arrancada da equipe, que na ocasião somou cinco vitórias consecutivas. Ainda que aquela vitória tenha sido marcante para a trajetória do time até aqui, o lateral-esquerdo Guilherme Santos não quer que o Paraná entre em campo pensando no que já ficou para trás. “Aquele foi um momento importante porque tivemos uma arrancada depois daquele jogo, mas eu costumo deixar o passado e viver o presente. Temos que relembrar sim, mas precisamos vencer agora”, destacou.

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O jogador de 31 anos, que concedeu entrevista coletiva à imprensa na tarde de terça-feira (1º), além de falar sobre o momento do time na competição, se abriu sobre sua vida pessoal. Guilherme Santos se emocionou e chegou a chorar ao relembrar das dificuldades vividas. Para ele, um jogo tão importante exige entrega e pode até mudar a vida dos jogadores. Por isso, garantiu que o elenco tricolor está muito focado no embate.

“A importância desse clássico é grande. Eu subi para o profissional em um clássico entre Vasco e Flamengo. É uma oportunidade para os atletas fazerem suas vidas mudarem. Não consigo achar palavras para descrever um jogo assim, só sinto uma emoção forte”, destacou.

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O lateral surpreendeu os jornalistas presentes ao revelar que teve um passado com envolvimento com drogas e até uma prisão. Ele relembrou sua vida difícil na comunidade onde nasceu, em Jequié, na Bahia, e destacou que todas as dificuldades o fizeram a ser muito grato pelo momento que vive hoje no Paraná Clube.

“Cheguei no Paraná com uma oportunidade grande. Amadureci muito com tudo que vivi e quando reencontro companheiros que são grandes nomes no futebol eles me falam como eu evoluí. Então me dedico no Paraná como se aqui fosse meu primeiro clube”, explicou.

Quando tinha 26 anos, e já com passagens pela Europa, Vasco e Atlético-MG, o jogador foi preso na comunidade onde passou sua infância, por estar com amigos que estavam em posse de drogas. Por isso, hoje ele valoriza todo aprendizado que teve na vida e a chance que na equipe paranista.

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“Aqui é um dos poucos lugares que eu estou aproveitando, me sentindo um jogador profissional de verdade. Aqui me sinto um cara importante no elenco”, disse em meio ao choro de emoção.Em relação ao Paratiba, Guilherme Santos garantiu que o time vai se dedicar para, finalmente vencer em seu território. Já são sete jogos do Paraná sem vitórias em casa. A última comemoração de triunfo foi no dia 13 de julho, no 2×1 diante do Bragantino. Depois disso foram uma derrota e seis empates no Durival Britto. O segredo para reverter isso, para o lateral, é entrar em campo com a máxima concentração e entrega.

“É preciso ter um sentimento de guerra, de batalha não só no futebol, mas na vida. A gente treina pra caramba, se esforça, mas chega no jogo e às vezes o mental não está bem. Falta saber o quão forte cada um é. Se estivermos bem podemos jogar até com o Real Madrid dentro da Vila”, finalizou.

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