Mais do que uma indicação, a contratação de Roniery foi um pedido do técnico Dado Cavalcanti. Mesmo assim, o jogador não vê isso como uma garantia de titularidade. Aos 25 anos, o lateral-direito vai disputar sua primeira Série B. Chega sustentado por uma ótima passagem pelo Mogi Mirim, na disputa do Paulistão. Roniery vê no “projeto Paraná Clube” a oportunidade ideal para um salto definitivo em sua carreira.

Natural de São Luís, no Maranhão, o jogador conseguiu destaque no ano passado, com o título do Sampaio Corrêa, na Série D do Campeonato Brasileiro. Contratado pelo Mogi Mirim, atuou em 17 jogos da equipe no Paulistão. “É um campeonato de grande visibilidade. Tanto que recebi muitas propostas. Mas já havia um compromisso com o Paraná e acho que fiz a escolha certa, pois o grupo que está sendo montado é muito bom”, disse Roniery.

Para o lateral, mesmo estreando fora de casa, o Paraná precisa se impor desde a primeira rodada. “Não dá para cometer erros em casa. Se vencer fora, vai estar sempre brigando pelas primeiras posições. E esse é o nosso objetivo”. O Tricolor larga na competição atuando em campo “neutro”, em João Pessoa, na Paraíba, frente ao ABC.

Conhecendo a forma de trabalhar de Dado Cavalcanti, Roniery sabe que terá sempre que manter uma regularidade defensiva. “Ele usa uma linha de quatro marcadores. Ali, não posso errar. É claro que quando havendo espaço, você ataca. Mas, a prioridade é manter sempre uma regularidade lá atrás”, comentou. Roniery foi contratado através da Amaral Sports, que precisou “driblar” o Vasco da Gama. O clube carioca tentou até o último instante a contratação do jogador para a disputa da Série A. O lateral chega com contrato de dois anos, sendo que seu clube de origem, o Sampaio Corrêa, mantém 20% dos direitos econômicos para futuras transações. “Estou feliz e com novos objetivos bem definidos. A ideia é subir com o Paraná”, arrematou o lateral tricolor.