Na entrada, o portal que é o símbolo do clube e que dá nome ao empreendimento. A partir de fevereiro, as cinco categorias de base passarão a trabalhar nestes gramados. (Fotos: Allan Costa Pinto)

No dia do seu 19.º aniversário, o Paraná Clube inaugurou o mais ambicioso projeto de sua história. Com o Ninho da Gralha – um moderno e funcional centro de formação de atletas (CFA), o clube busca um passo decisivo para atingir uma posição de destaque no cenário nacional. A obra ainda não está concluída, mas já é possível ter uma noção daquilo que os idealizadores do projeto pretendem.

Numa área privilegiada, próximo à Serra do Mar, o Tricolor espera dar início à produção em série de talentos capazes de dar a sustentação técnica – e financeira – que o clube necessita para recuperar seu prestígio.

O CFA Ninho da Gralha só saiu do papel graças à visão empreendedora de Marlo Litwinski e René Bernardi. Os vices das categorias de base e de patrimônio se associaram para criar a Base.

A empresa investiria inicialmente R$ 4 milhões na construção do Centro de Treinamentos. “Esse valor já aumentou singinicativamente”, revela Bernardi. Numa estimativa superficial, acreditam que o custo desta primeira etapa, quando concluída, chegará ao R$ 7 milhões.

“Houve alguns ajustes, para tornar o local ainda mais funcional”, explicou. Para Litwinski, este será o grande diferencial do Ninho da Gralha, em relação aos demais centros de treinamentos espalhados pelo Brasil.

“Estivemos nos melhores CTs do País, para chegarmos a esse layout”, conta Marlo. “Fomos ao São Paulo, ao Cruzeiro, ao Inter. Até mesmo em outros locais, como o CT do Oscar, em Águas de Lindóia, e do Kioshi, em Itu. O nosso, posso assegurar, é muito mais funcional”, fala, com orgulho.

Aproveitando a antiga área de um salão de bailes – do extinto Água Verde -, totalmente recuperada, foram construídos blocos anexos que compõem a nova estrutura, que vai de alojamentos a área de lazer, de restaurante a piscinas.

O Ninho da Gralha conta com uma área de 241 mil m2, localizado no município de Quatro Barras, região metropolitana de Curitiba. Praticamente 30% desta área está sendo destinada ao ponto fundamental do projeto: campos para treinamento. Serão oito no total, todos com grama da melhor qualidade. Destes, três estarão concluídos até o dia 2 de fevereiro, quando o Ninho da Gralha passa a ser utilizado pelas cinco categorias de base do Tricolor.

“Houve alguns atrasos, devido ao clima”, explicou René Bernardi. “Começamos as obras em junho, mas por quase três meses as chuvas atrapalharam.” O mau tempo atrasou a colocação do sistema de drenagem na maioria dos campos. A rigor, apenas três estão em fase final de construção, sendo um deles o do miniestádio, que ficará logo na estrada do CT.

“Será neste estádio que os nossos times de base vão atuar. Haverá entradas e vestiários independentes. Na prática o estádio estará inserido no CT, mas operará de forma independente”, lembrou Litwinski.

Nos 4.200 m2 de área construída, há alojamentos para até 110 atletas e moradias para oito funcionários. Ao contrário de outros clubes, que sublocam suas dependências para clubes do exterior, o Paraná e a Base pretendem seguir outro modelo.

“Teremos algumas parcerias, como uma que estamos fechando com a China. Mas, aqui, o foco será formar jogadores para o elenco principal”, explicou Litwinski. “Fiz uma promessa ao presidente: até 2012, o Paraná estará brigando por títulos nacionais e tendo pelo menos a metade de seu time formada na base”, arrematou o empresário, confiante.