Festa tomou conta da delegação. Até o
presidente Bruno Caloi entrou na ?dança?.

O ciclismo do Brasil é ouro nos Jogos Sul-Americanos. Depois de quatro medalhas de bronze, foi a vez da bandeira brasileira ocupar o lugar mais alto do pódio.

E a vitória veio sem muito susto. Confirmando o favoritismo, o catarinense Márcio May percorreu os 40 quilômetros do percurso em 52min54s027, deixando a concorrência na “poeira”. O mais próximo foi o chileno José Medina, que levou a prata, cravando com 53min34s503, enquanto o bronze coube ao equatoriano Luca Barazzutti, ao completar sua participação na prova com 54min19s684.

O resultado teve um sabor especial para May e para todo o time brasileiro. Segundo o técnico Iverson Ladewig, a medalha é um prêmio e um incentivo ao trabalho de renovação que tem sido feito no ciclismo do País. “Até que enfim saiu o ouro. Já merecíamos mais sorte na pista, mas agora não teve jeito. O May sobrou na estrada”, desabafou.

Na comemoração da vitória, o ciclista elogiou o trabalho tático feito pelo time brasileiro. “Larguei em terceiro, depois do chileno, que era o principal nome. Então eu e a equipe fomos controlando o tempo e deu para garantir,” disse. Mesmo com a perna machucada – May sofreu uma queda na Volta de Campos, terça-feira-, o ciclista chegou a fazer 60 km/h na ida. “Na volta o vento atrapalhou.”

O outro atleta brasileiro na prova, Suelito Gohr, acabou na quita colocação com uma marca de 55min07s303. “Ele também foi muito bem, só que sentiu um pouco mais o vento”, analisou Iverson.

Revelação

Na prova feminina a equipe brasileira também subiu no pódio. Novamente com Rosane Kirsh. A paranaense de Guaíra, que já havia levado o bronze na prova por pontos da pista, completou os vinte quilômetros da prova feminina com o tempo de 31min30, ficando com a terceira colocação. A diferença para a venezuelana Anrosy Paruta, segunda colocada, foi de apenas cinco segundos. “Por pouco ela não leva a prata”, disse Iverson. Rosane, que disputa sua primeira competição internacional, está confiante e promete brigar também por uma medalha na prova individual que será disputada amanhã. “Estou num ótimo astral e vou correr com todas minhas forças.” O ouro foi para a argentina Valeria Muller (30min20).