São Paulo – Tite já confessou que dirigir um clube grande de São Paulo sempre foi seu sonho profissional. E agora está muito próximo de torná-lo realidade. Fracassada a negociação com Mário Sérgio, o gaúcho ocupou o topo da lista de opções da diretoria do Corinthians para a vaga de Oswaldo de Oliveira, demitido na segunda-feira.

Um encontro com o diretor de futebol, Paulo Angioni, hoje na capital, deve ser suficiente para concretizar o acerto, uma vez que os contatos já são feitos desde ontem, quando as negociações com Mário Sérgio apresentaram as primeiras dificuldades.

Dois dos maiores empecilhos para o acerto estão superados. O primeiro deles era a pretensão salarial. Há um ano, quando negociava com o São Paulo após deixar o Grêmio, Tite chegou a pedir R$ 140 mil/mês, proposta recusada pelos são-paulinos. Poucos dias depois, o treinador confessou seu arrependimento por não ter baixado a pedida. Conclusão: alguns meses se passaram e aceitou ganhar menos da metade para comandar o São Caetano. Dessa forma, hoje Tite se encaixa no teto salarial corintiano de R$ 80 mil.

O segundo problema era uma certa antipatia mútua com o vice-presidente de futebol, Antonio Roque Citadini. O problema começou após a final da Copa do Brasil de 2001, quando o Grêmio bateu o Corinthians, então comandado por Vanderlei Luxemburgo, por 3 a 1, em pleno Morumbi. Comentou-se que Tite havia dado um nó tático em Luxemburgo, o que provocou as tradicionais estacadas apimentadas do cartola contra o então treinador gremista.