Satisfeito com a classificação do Cruzeiro para as quartas de final da Copa Libertadores, o técnico Marcelo Oliveira não poupou elogios ao desempenho do seu time, que venceu o São Paulo por 1 a 0 no tempo regulamentar e por 4 a 3 na disputa de pênaltis. Para ele, o time teve atuação impecável na noite de quarta-feira no Mineirão.

“Conseguimos a classificação de forma exuberante. Fizemos um jogo impecável. A gente vinha de atuações irregulares e iríamos enfrentar um adversário que está jogando muito bem, que tem um belíssimo time, muito técnico e organizado. Precisávamos dar uma resposta, surpreender, nos superarmos e sermos organizados. Este tipo de regulamento é traiçoeiro, às vezes sua equipe está atacando muito, mas em um erro o adversário faz um gol e você precisa fazer três”, destacou.

Para Marcelo, o Cruzeiro poderia ter obtido a sua classificação nos 90 minutos. E, na sua avaliação, o modo dramático como o time avançou na Libertadores dará mais força ao time para a sequência da temporada, adquirindo confiança e apoio da torcida.

“Os jogadores estavam concentrados, organizados, lutando e marcando muito a equipe do São Paulo. Isso nos deu a condição da classificação e a oportunidade de tê-la no tempo normal, mas perdemos algumas oportunidades. Foi emocionante para o torcedor. Esse resultado nos fortalece e estimula a continuarmos trabalhando, tendo certeza da honestidade do nosso trabalho. Os atletas estão de parabéns pela partida”, completou.

Marcelo, porém, tentou evitar o clima de euforia e ressaltou que o Cruzeiro só deu um passo na luta pelo título da Libertadores. “Não pode haver acomodação em cima da classificação, porque ainda faltam seis jogos complicados para chegarmos ao nosso principal objetivo, que é ser campeão”, disse.

Nas quartas de final, o Cruzeiro terá pela frente o vencedor do confronto entre os argentinos Boca Juniors e River Plate. Antes, porém, o time volta as suas atenções para o Campeonato Brasileiro, pois no próximo domingo vai encarar o Santos, na Vila Belmiro, pela segunda rodada.