O brasileiro Júlio Silva encerrou um longo de jejum de títulos na carreira neste domingo, conquistando o Challenger de Belo Horizonte. Na final diante do argentino Eduardo Schwank, Silva começou perdendo, mas foi buscar a virada e acabou vencendo por 2 sets a 1, com parciais de 4/6, 6/3 e 6/4. O paulista não ganhava um título desde o triunfo no Challenger de Santiago, no Chile, em 2005.

Atual número 238 do mundo, Silva desbancou na final o sexto cabeça de chave do torneio disputado em quadras duras. Após a vitória, ele comemorou muito o título em Minas Gerais. “Nunca tinha vencido nenhuma partida em Belo Horizonte nos 10 anos que jogo aqui. Esse ano foi diferente. Comecei a sentir que podia brigar pelo título a partir da segunda rodada, pois estava jogando bem”, disse o tenista. “Ano que vem volto, pois quero muito o bicampeonato.”

Para se sagrar campeão em Belo Horizonte, o brasileiro também se beneficiou da contusão de Schwank, que sentiu uma lesão nas costas. “Tive muita dificuldade para sacar, pois sentia uma dor muito forte, que me impedia de fazer certos movimentos, por isso optei pelo saque tático, ao contrário do que gosto de fazer, que é sacar forte”, explicou o argentino, que eliminou o brasileiro Caio Zampieri pelas semifinais.

A contusão de Schwank fez com que o argentino desistisse de disputar a final do torneio de duplas no challenger mineiro. Ao lado de seu compatriota Juan Pablo Amado, ele acabou dando o título de bandeja para o brasileiro Márcio Torres, que tem o sul-africano Izak Van der Merwe como parceiro.