Campeão Brasileiro em 1985 pelo Coritiba, mas atualmente trabalhando como professor em uma escolinha de futebol do presidente do Vasco, Roberto Dinamite, o ex-atacante Índio está com o coração dividido.

A dúvida em questão é saber pra quem torcer na final da Copa do Brasil: pelo clube onde conquistou o auge de sua carreira ou pelo que o revelou e até hoje mantém certo vínculo profissional.

Nascido em Cuiabá, no Mato Grosso, Valdevino José da Silva, o Índio, atualmente mora no Rio de Janeiro. Ontem, o ídolo coxa-branca deixou de lado um pouco da comemoração do seu aniversário de 53 anos para falar com exclusividade para o Paraná Online sobre as perspectivas para a decisão de amanhã. Confira:

Paraná Online – Pra quem vai torcer na final?

Índio – Estou com o coração dividido. Mas você sabe que onde eu tive uma alegria muito grande foi no Coritiba. Pesa mais por esse lado aí. Mas não tenho um favorito.

Qualquer um dos dois ganhando eu sou campeão da mesma forma. Mas deixo claro que estou feliz pelo Coritiba na final da Copa do Brasil. É merecedor pela campanha que vem fazendo, pela forma como venceu de forma invicta o Paranaense. É algo inédito no futebol brasileiro.

Paraná Online –
Assistiu a primeira decisão da Copa do Brasil?

Índio – Assisti. Eu estive lá no campo. Inclusive o doutor [José Fernando] Macedo, da diretoria (vice-presidente), me levou pra dentro do campo, próximo ali na torcida do Coritiba. A torcida gritou meu nome, me aplaudiu.

Pra mim foi uma emoção muito grande, até por relembrar tudo aquilo que passou na minha cabeça em 1985. Fiquei me sentindo como o jogador de futebol daquele dia.

Paraná Online – Qual sua relação com o Vasco?

Índio – Sou cria do Vasco. Surgi na categoria de juniores, em 1977, 1978, quando subi pro profissional. Naquele tempo ainda estavam lá o Roberto Dinamite, Dirceu, Orlando, Mazaropi. Tinha toda essa turma. São todos meus conhecidos.

Inclusive o Roberto, que agora é presidente do Vasco, acabou de me ligar pra dar os parabéns pelo aniversário. Sempre é bom ser lembrado pelos amigos. Morei três anos e meio dentro do Vasco, mas por lá joguei duas partidas apenas no profissional e fui pro México.

Atualmente dou aulas na escolinha de futebol do Roberto (Dinamite). Mas meu vínculo é direto com o Roberto, à parte do Vasco. É o Roberto quem me paga tudo direitinho no final do mês. T

ambém trabalho em um projeto da Suderj (Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro). Fiz o curso de treinador profissional, passei pelo Moto Clube (MA) e Aperibeense (RJ), mas estava sem clube. Pela minha história no Coritiba, meu sonho é conseguir uma oportunidade em um time paranaense.