Assim que chegou a Indian Wells, onde disputará o Masters Series a partir de segunda-feira, Gustavo Kuerten já avisou: “Vou usar este torneio como preparação. Quero aproveitar até mesmo os jogos, como uma espécie de treino”. E foi justamente com este espírito que Guga encarou o primeiro dia nos Estados Unidos. Depois de desembarcar ontem em Los Angeles e viajar por duas horas até Palm Spring, o tenista brasileiro largou as malas no hotel e foi com seu técnico, Larri Passos, procurar uma quadra para treinar.

A tarefa não foi fácil. O centro de tênis já estava muito agitado com o início do torneio feminino, que é também muito grande e distribui US$ 2,1 milhões em prêmios. Mas, com um pouco de insistência, Guga logo encontrou uma quadra para treinar.

“Chegamos mais cedo em Indian Wells justamente para poder fazer uma boa preparação. Este ano quase não tive tempo de fazer um trabalho físico e técnico”, revelou Guga. Depois de jogar em piso de carpete na Suécia, pela Copa Davis, ele disputou dois torneios no saibro, em Buenos Aires e Acapulco, e agora vai para as quadras rápidas nos EUA.

Com pouco tempo para acertar as mudanças necessárias em seu jogo para uma quadra rápida, Guga confessou que chegou a Indian Wells sem muitas perspectivas de avançar no torneio. Seu principal objetivo será mesmo em Miami, o Masters Series de Key Biscayne, em que já foi finalista e agora sonha com um título – a competição começa dia 17 de março.

Guga só vai conhecer seu adversário em Indian Wells no fim de semana. A chave é de 64 jogadores e como primeiro Masters Series de 2003, o torneio vai contar com todas as grandes estrelas do tênis masculino e feminino. A premiação para os homens é de US$ 3 milhões.

Guga não jogou em Indian Wells no ano passado, pois ainda se recuperava da cirurgia no quadril. Por isso, não terá que descontar os pontos que conquistar.

Acima da lei

No torneio de Delray Beach, na Flórida, Fernando Meligeni acabou caindo na segunda rodada ao perder para o norte-americano Mardy Fish por 6/2 e 7/6 (7/4). A definição do jogo, porém, foi bem tumultuada. O brasileiro perdia o tiebreaker por 6 a 0, quando conseguiu diminuir a diferença para 6 a 4. Neste momento, bateu uma bola na linha de base, o fiscal de linha apontou como boa, mas o juiz de cadeira usou seu poder de decisão, aplicou o que se chama no tênis de “over-rule” e deu a bola como fora, com vitória para Fish.