Um mês depois de proibir a ida da torcida organizada Geral do Grêmio ao seu estádio, a direção gremista decidiu, nesta sexta-feira, voltar a autorizar a presença de instrumentos e dos materiais de identificação da organizada nos dois próximos jogos da Arena, contra São Paulo e Sport, pelo Brasileirão.

A suspensão desta autorização havia sido determinada depois que a Geral entoou cantos racistas na partida contra o Bahia, pelo Brasileirão. Na ocasião, o Grêmio estava nos holofotes pelas injúrias racistas ao goleiro Aranha, do Santos, dias antes, e a organizada fez questão de repetir o ato, provocando os colorados, chamados de “macacos”.

A direção do Grêmio agiu e impôs uma série de restrições à Geral, revisadas agora “em face ao bom comportamento verificado após as medidas administrativas adotadas”. O clube cita que a organizada parou como os cânticos racistas e cooperou para “identificar os responsáveis por atos de injúria racial”.

A decisão anunciada nesta sexta, porém, é restrita à utilização de instrumentos e materiais de identificação da organizada, e em dois jogos. “Qualquer nova ocorrência acarretará no retorno da suspensão total de atividades”, avisa o Grêmio, que segue com as outras restrições.

“A retomada das demais atividades, tais como a aquisição de ingressos, a utilização da marca do clube, entre outras, fica condicionada ao envio, às autoridades competentes, do cadastro dos integrantes da torcida organizada, conforme determinado no Estatuto do Torcedor e consoante ao acordo assinado pelas partes junto ao Ministério Público do Rio Grande do Sul”, diz o Grêmio.