Com uma cuia de chimarrão nas mãos, o técnico Luiz Felipe Scolari reeditou nesta segunda-feira um hábito da Copa do Mundo de 2002, quando se juntava aos jornalistas para ter uma boa resenha, não do seu time, mas da vida. Foi isso o que ele fez nesta manhã em Belo Horizonte, no hotel onde a seleção brasileira se concentra para a partida contra o Uruguai, marcada para quarta, no Mineirão, pela semifinal da Copa das Confederações.

Durante a conversa informal com os jornalistas nesta segunda-feira, Felipão queria saber da negociações envolvendo os jogadores do Brasil. Ele sabia que Neymar, Fernando e Paulinho já tinham resolvido suas situações, com a ida para a Europa, mas mostrou-se abismado ao saber que o goleiro Jefferson poderia deixar o Botafogo. E que Bernard – “o menino de pernas alegres”, como ele próprio definiu – também estaria de malas prontas para jogar no futebol europeu.

Felipão confessou ainda sua alegria em ver novelas. Ele disse que acompanha os jogos da Copa das Confederações, mas não deixa de assistir os capítulos do folhetim da Globo. Ao falar de “Amor à Vida”, citou a personagem Valdirene (interpretado por Tatá Werneck), uma menina que já “pegou” o Neymar e que agora vai “pegar” o Alexandre Pato.

Depois da manhã livre, a seleção brasileira treina na tarde desta segunda-feira em Belo Horizonte. Assim, Felipão prepara o time para a partida decisiva contra o Uruguai. Se empatar no jogo de quarta, no Mineirão, o finalista da Copa das Confederações será definido nos pênaltis.