Arte: Paulo Augusto

A temporada só está começando, mas Paraná Clube e Coritiba já têm pela frente a primeira grande decisão do ano. O clássico – no Pinheirão, às 16h – não é válido apenas pelo campeonato paranaense. Está em jogo também uma vaga na Copa do Brasil. Mais uma “anomalia” do desorganizado futebol brasileiro. Sem um critério pré-estabelecido para a escolha do terceiro repre sentante do Estado na competição nacional, a Federação Paranaense de Futebol “lavou as mãos” e encontrou uma saída politicamente correta.

Por sorte, o clássico Paratiba estava programado para a terceira rodada do Paranaense-2003, a três dias do início da Copa do Brasil. Assim, o jogo desta tarde tem duplo valor. Os dois clubes não contestaram a decisão – pois inegavelmente prevaleceu o critério técnico -, mas a regulamentação da decisão gerou polêmica. Caso haja empate nos 90 minutos, este será o resultado válido para o campeonato estadual. Paraná e Coritiba, então, decidiriam a vaga numa prorrogação de trinta minutos, observando o Gol de Ouro. Se não houver vencedor, a disputa será nos pênaltis.

Alegando a necessidade de se coibir a violência, o departamento técnico da FPF decidiu que caso haja cartões vermelhos na prorrogação, o jogador expulso será obrigado a cumprir suspensão automática na rodada seguinte do paranaense. Uma opção discutível, pois a prorrogação não faz parte do estadual. As normas especiais determinam ainda que apenas os cartões amarelos apresentados no tempo normal da partida serão considerados para a seqüência da competição promovida pela federação. Mas, como a advertência prevalece para a prorrogação, um jogador poderá ser duplamente penalizado.

Controvérsias à parte, o clima de decisão tomou conta dos dois clubes. O momento faz do Coritiba o grande favorito para o clássico. Líder isolado do Paranaense, o time de Paulo Bonamigo tem aproveitamento de 100%, fez dez gols em dois jogos e tem como maior trunfo a manutenção da base utilizado no ano passado, agora com um ataque “matador”.

Do outro lado, o Paraná já convive com a crise. Após perder na estréia e não passar de um empate em casa – para Roma e Francisco Beltrão – a reformulada equipe de Caio Júnior está em xeque. Novo revés, além de representar um calendário menos atrativo, determinará um caminho “espinhoso” até mesmo para a busca da classificação.

Mas nada disso importa. Se um está melhor e o outro pior, na hora da bola rolar ambos começarão iguais a 1.ª decisão da temporada. Se teremos 90 ou 120 minutos, ninguém sabe. No final do jogo, um pote de ouro chamado Copa do Brasil. E apenas um deles poderá segurá-lo.