Quando a fase é boa, mesmo nas adversidades as coisas dão certo – taí um bom resumo de Athletico x Santos. Numa partida bastante complicada, diante de um adversário bem arrumado, o Furacão lutou bastante e conseguiu a vitória suada por 1×0, na noite deste sábado (21), na Arena da Baixada. O triunfo em casa consolida a recuperação rubro-negra no Campeonato Brasileiro, se afastando da zona de rebaixamento.

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A diferença para a ZR ainda é de cinco pontos, e pode diminuir com os jogos deste domingo (22). Mas ficou clara a ‘virada de chave‘ do Athletico, que conquistou os últimos doze pontos no Brasileirão e chegou a uma posição mais ‘normal’, inclusive para projetar os próximos desafios na temporada.

Athletico x Santos: os times

O Furacão não poupou ninguém por causa do jogo da Libertadores na próxima terça-feira (24) contra o River Plate. Claro que se sabe a importância da partida e o time dará tudo diante dos argentinos. Mas o técnico Paulo Autuori ainda se preocupa com o Brasileirão, no que não está errado. Por isso, o time era o melhor possível – sem Fernando Canesin, melhor em campo na vitória sobre o Atlético-MG e infectado pelo coronavírus, Léo Cittadini voltava à equipe.

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Era claro que o Athletico precisaria se impor diante do muito jovem time do Santos – este sim focando na Libertadores e preservando Marinho e Soteldo, além de já não contar com uma série de jogadores lesionados e com covid-19 (toda a comissão técnica ‘paranaense’ do Peixe também estava fora). Marinho estava no banco, assim como Jean Mota, Madson, Felipe Jonatan e Kaio Jorge. Soteldo sequer veio para Curitiba, assim como Lucas Veríssimo e Diego Pituca.

Bola rolando

Com uma equipe de garotos, o Peixe começou pressionando a saída de bola do Athletico e marcando muito. Ao Furacão cabia ter paciência para encontrar os espaços, principalmente com Nikão, voltando à extrema-direita. Só que eram os visitantes que tiveram a primeira chance real com Arthur Braga, na base do contra-ataque. A intensidade santista impedia os rubro-negros de encaixar uma jogada ofensiva.

Renato Kayzer, nesta marcado por Luiz Felipe, teve a melhor chance do primeiro tempo. Foto: Albari Rosa/Foto Digital

Quando perdeu Christian, lesionado, Paulo Autuori resolveu dar mais profundidade ao Athletico, colocando Fabinho. Nikão foi para o meio, como atuara contra o Galo. A posse de bola era toda dos donos da casa, mas chance mesmo só aos 26 minutos, quando Renato Kayzer perdeu boa oportunidade. Mas a mudança involuntária colocou mais o time na partida, apesar de o Santos seguir sendo perigoso nas saídas em velocidade.

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Não era um jogo igual ao da quarta-feira (18), quando o adversário atacava loucamente e deixava avenidas muito bem exploradas pelo Furacão. Consciente, o Peixe terminou o primeiro tempo marcando muito e voltou do intervalo da mesma forma. O Rubro-Negro tentou aumentar a pressão no campo de ataque e teve com Erick a melhor chance até então, mas o volante mandou para fora.

Reta final

Continuava complicado para o Athletico entrar na defesa do Santos. Autuori decidiu apostar em Ravanelli no lugar de Reinaldo – até como uma opção de arremate em média distância e também na bola parada. Wellington também saiu para a entrada de Alvarado. A principal opção seguia sendo Fabinho, que levava perigo para o goleiro John. Os visitantes enfim colocaram Jean Mota e Marinho, um pouco por perceber que também era possível vencer.

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Com as peças colocadas, a vantagem foi rubro-negra. No escanteio de Ravanelli, Thiago Heleno ganhou da marcação e marcou o gol da vitória. Havia tempo que o General não fazia um gol em bola parada. E acabou fazendo em um momento chave na temporada. A arrancada foi consolidada e permite ao Furacão pensar na Libertadores, o que parecia uma loucura há três semanas.