Começamos tudo de novo neste sábado (18). O Campeonato Paranaense muda de fórmula, mas vai manter o equilíbrio dos últimos anos. Na última década, Athletico e Coritiba dominaram os títulos (cinco para o Coxa, três pro Furacão), mas tivemos dois clubes do interior levantando a taça (Londrina em 2014, Operário em 2015), e além destes quatro tivemos Maringá e Toledo nas finais.

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E essa participação de clubes do interior é totalmente viável, pensando que a maioria deles está se preparando antes e o Trio de Ferro inicia o Estadual ainda em formação. Se não é tão curto como nos últimos campeonatos, o tiro continua sendo curto. Onze jogos em menos de dois meses até chegarmos ao mata-mata. Que todos se preparem pra possíveis surpresas.

E o que esperar de cada um dos 12 clubes que vão jogar o Paranaense?

O Trio de Ferro

Athletico: Mais uma vez o Furacão vai com seus aspirantes. A fórmula rubro-negra será adotada nesta temporada por outros clubes grandes do País neste 2020, o que aponta o acerto do projeto – que muitos, e me incluo nessa, contestaram no início. Claro que as coisas foram sendo adaptadas, e desta vez está nos planos colocar alguns integrantes do grupo principal para pegar ritmo, o que antes era proibido e que ano passado foi uma decisão de meio de campeonato.

Anderson, uma das boas expectativas do Furacão. Foto: André Rodrigues/Arquivo

Eduardo Barros mostrou serviço no final do ano passado, e comandará a equipe que tem, na teoria, os nomes menos conhecidos entre todos os ‘times alternativos’. Mesmo assim, há jogadores de qualidade como o goleiro Anderson, o volante Christian e o atacante Pedrinho, além da expectativa de um campeonato mais regular de Jáderson. Normalmente entra como candidato, mas terá que evitar os tropeços no início da competição.

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Coritiba: Com a volta à primeira divisão e com a contratação de alguns bons reforços, começa o Paranaense com o elenco mais sólido. Há uma expectativa muito grande para o trabalho de Eduardo Barroca, que foi muito bem no Botafogo com as peças que tinha e subiu com o Atlético-GO. É um treinador com vontade de mostrar serviço – e que promete o jogo ofensivo que a diretoria alviverde há tanto espera. Claro que é preciso dar tempo para que ele monte o time da forma que deseja.

Eduardo Barroca é a esperança de um futebol ofensivo no Coritiba. Foto: Albari Rosa/Foto Digital

A prioridade para a Copa do Brasil (atitude correta) pode fazer com que a equipe não seja sempre a ideal no campeonato. A espinha dorsal com Sabino, William Matheus, Matheus Sales, Rafinha e Robson será mantida, Renê Júnior é um bom acréscimo e Yan Couto, mesmo que por pouco tempo, será uma atração. E a grande pergunta do início de 2020 é a mesma que passou por boa parte do ano passado: quem será o goleiro titular, Wilson ou Alex Muralha?

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Paraná Clube: Foi um período sem jogos mas muito complicado para o Tricolor. Além de umas ideias malucas, houve a grande esperança da entrada de um investidor – brasileiro ou estrangeiro – e uma série de saídas por conta dos atrasos salariais. Neste momento, não dá pra criticar a decisão paranista de não investir em um treinador do mercado e de não gastar em contratações. Piorar a situação financeira seria mais um golpe duro nas finanças – semelhante aos vários dos últimos anos.

Allan Aal terá um grande desafio no Tricolor. Foto: Hedeson Alves/Foto Digital

Allan Aal é jovem, estudioso e sabe o tamanho do desafio que terá – ainda mais sem Thiago Rodrigues, Éder Sciola, Rodolfo, Guilherme Santos, Luiz Otávio, Matheus Anjos, Bruno Rodrigues e Jenison (e tantos outros). É praticamente montar um time do zero, apostando em meninos da base e em reforços também jovens, como Dudu, Marcelo e Gustavo Mosquito. As chances de título passam pelo encaixe desse time jovem e de como ficará o emparceiramento no mata-mata.

A turma do interior

Cascavel CR: É “o time treinado por um português” do Paranaense. Apesar da moda, Luís Miguel já anda por aí desde 2006, mas sempre com trabalhos em mercados menores do futebol brasileiro. A Serpente terá que ir tentando subir degrau por degrau – primeiro somar pontos que garantam a permanência na primeira divisão, depois buscar uma vaga entre os oito melhores, e aí ir pro mata-mata tentando surpreender.

Cianorte: Esperava-se bem mais do Cianorte nos últimos campeonatos. É um clube bem organizado, com uma gestão responsável. Mas em campo as coisas não emplacaram – a ponto de ano passado a equipe correr risco de rebaixamento. João Burse tem experiência na base de clubes grandes, e é um dos técnicos jovens do Estadual. Nesse ano, entra como uma incógnita.

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FC Cascavel: Foi uma das surpresas do Paranaense do ano passado, dando uma canseira pro Coritiba na semifinal da Taça Barcímio Sicupira e só sendo eliminado nos pênaltis – em mais uma daquelas jornadas de Wilson. Naquele jogo Lucas Tocantins surgiu como uma boa revelação, mas a passagem dele no Coxa foi apagada. No banco está o bom Marcelo Caranhato, e em campo estarão veteranos como Wagner Libano, Duda e Oberdan.

Marcelinho tá de volta ao Tubarão. Foto: Gustavo Oliveira/Londrina EC

Londrina: Lá por julho, estive no CT da SM Sports, lá em Londrina. Conversei com Ocimar Bolicenho (que agora é diretor do Cruzeiro) e Sérgio Malucelli. Naquele momento, o Tubarão lutava pelo acesso para a primeira divisão do futebol brasileiro. De lá pra cá, deu tudo errado, o clube foi rebaixado pra Série C e a parceria dos últimos anos quase terminou. Apesar da dificuldade que virá, é preciso lembrar o quanto o LEC cresceu de uns tempos pra cá. A prioridade pra esse ano tem que ser a Terceirona, e por isso o Estadual será de testes e de montagem de elenco pra Alemão.

Operário: O Fantasma teve um 2019 excelente. Lutou pelo acesso até as últimas rodadas da Série B e deu mais um passo no seu planejamento. Provou que manter Gerson Gusmão, mesmo nas adversidades, foi um acerto. Pra esse ano, faz a maior reformulação desde a retomada do clube em 2015. E vem pro Estadual com um time bastante experiente – com Rodrigo Viana, Sávio, Sosa, Jardel, Rafael Chorão, Tomás, Douglas Coutinho e Lucas Batatinha. Estará na parte de cima da tabela, mas em alguns momentos vai colocar a Copa do Brasil em primeiro plano.

Olha o Douglas Coutinho no Fantasma. Foto: Divulgação/OFEC

PSTC: Tão rápido quanto chegou na elite do futebol paranaense, o PSTC ‘sumiu’. Mas agora volta apoiado na mesma receita da passagem anterior – que inclusive colocou o time entre os primeiros colocados. Reginaldo Vital no banco, um grupo barato e um trabalho na surdina. Repetir 2016 seria um feito e tanto, mas o objetivo inicial é se manter na primeira divisão.

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Rio Branco: O Leão da Estradinha ficou nos últimos anos ‘namorando’ com o rebaixamento. Todo ano era a mesma coisa – até tinha um brilhareco, mas no final era aquela luta pra escapar da degola. É esse o primeiro desafio de Tcheco em Paranaguá: acabar com esse incômodo retrospecto. O gigante zagueiro colombiano Salazar continua por lá, assim como Bruno Andrade. E fica a dúvida se Zezinho e Pedro Botelho vão ser realmente reforços.

Toledo: Paulo Baier volta ao Porco diante da responsabilidade de manter a equipe entre as melhores do Paranaense. O vice-campeonato de 2019 premiou um clube que vem se organizado ano após ano, e acabou também provocando uma debandada no elenco. Apenas Eduardo, Eduardinho e Jhonathan seguem por lá, e eles terão que liderar em campo um time novo com a ambição de não apenas participar do campeonato.

União Beltrão: Os veteranos Marcelo Régis e Sorbara mantém a tradição do Campeonato Paranaense em ter seus ‘jogadores de estimação’ – que ano sim, ano também, lutam pela bola nos gramados do estado. O treinador é Raphael Bahia, outro jovem a comandar um time no Estadual. É outro que começa o ano pensando em permanecer na primeira divisão.