Vítima de perfis falsos no Facebook, o meio-campo Rafinha esteve esta semana no Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber) registrando boletim de ocorrência. O jogador quer se blindar contra qualquer crime que alguém possa cometer se passando por ele. As investigações já começaram e se os infratores forem identificados podem ser obrigados a doar cestas básicas, prestar serviços à comunidade e até ter que pagar por perdas e danos morais ao atleta. “Eu nunca tive perfil no Facebook”, disse Rafinha, via assessoria de imprensa.

Mesmo assim, uma das páginas usando o nome Rafinha Silva Francisco atraiu 4.960 pessoas até o começo da noite de ontem – a grande maioria é de torcedores do Alviverde, pensando tratar-se do ídolo da camisa 7. Uma mensagem postada pelo falso Rafinha diz: “Saudades de jogar! Espero que em abril eu volte. Enquanto isso, vou ficar torcendo. “Em outra página, menos popular, há 218 “amigos” conectados a uma outra pessoa se passando pelo meio-campo do Coxa.

De acordo com o delegado-chefe do Nuciber, Demetrius de Oliveira, as investigações já começaram. “A gente vem averiguando na esfera criminal para determinar o crime de falsa identidade”, avisa. Segundo ele, mesmo que o teor do perfil seja de um fã, sem declarações comprometedoras, isso continua sendo crime. “Às vezes, parece uma coisa tranquila. Mas de uma hora para outra pode usar o perfil para fazer uma ameaça ou comentários que não sejam da vontade da pessoa”, destacou o delegado.

Por isso, na visão dele, Rafinha está se prevenindo. “Ele tem como comprovar (através do B.O.) que se insurgiu contra isso”, garantiu. Os infratores, segundo Demetrius, não devem escapar, porque esses perfis, mesmo sendo apagados, deixam rastros. “Vamos quebrar o sigilo desse espaço para saber a origem”, finalizou.

Outro que também já se queixou das redes sociais foi o atacante Anderson Aquino, que teve conta no Twitter, deletou, mas viu um “fake” assumindo sua identidade no microblog.