Depois de reduzir a perda de mandos de 30 para dez e a multa de R$ 610 mil para R$ 100 mil, o Coritiba volta à carga no STJD para tentar diminuir ainda mais a punição imposta pela invasão de campo no dia 6 de dezembro, após a partida contra o Fluminense.

“Enquanto houver um fio de recurso e de manobra jurídica não vamos nos calar e vamos em busca dos nossos direitos”, avisa Gustavo Nadalin, diretor jurídico do Alviverde. Por isso, o clube entrou com o embargo de declaração nos autos do processo para minimizar a pena imposta pelos auditores no julgamento do recurso.

“Já que eles optaram por fazer o julgamento no novo código, o Coritiba não poderia pegar a pena máxima porque é réu primário”, justifica o advogado. Essa é uma das questões levantadas pelo clube na busca pela redução da pena e também porque houve divergências de votos e o clube ainda pegou a pena máxima de jogos e cumulativamente uma multa de R$ 100 mil. “Os auditores não apreciaram os atenuantes da pena”, explica.

No entanto, a questão deverá ser resolvida logo no início da tarde, já que as provas de defesa e acusação já foram apresentadas. “São questões técnicas”, destaca.

Desde domingo no Rio de Janeiro, o presidente Jair Cirino dos Santos espera a presença de Nadalin, bem como de René Dotti e de José Mauro Couto de Assis Filho, que vem defendendo o Coxa no tribunal.

Todos eles atuarão na defesa do Coritiba e vivem a expectativa de se livrar da multa e reduzir ainda mais a perda de mando de campo. O clube foi punido após o rebaixamento para a Segundona no ano passado, quando vários torcedores invadiram o gramado, promoveram um quebra-quebra e transformaram o Couto Pereira numa praça de guerra.

De qualquer forma, o Coritiba não passará impune no tapetão e terá que atuar em Joinville (que fica a mais de cem quilômetros e o estádio tem capacidade para mais de dez mil pessoas) na Arena local.

Ontem, o vice-presidente Vilson Ribeiro de Andrade e o prefeito Carlito Merss assinaram o documento que libera o uso do estádio pelo Coritiba nos jogos que forem necessários.

Em contrapartida, o clube assumiu a responsabilidade de cuidar da praça do Idoso na Manchester catarinense e patrocinar um campeonato infantil, além de cobrar apenas R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) para sócios do JEC e de empresas nas partidas, enquanto outros interessados pagarão R$ 80 (inteira) ou R$ 40 (meia).

Allan Costa Pinto
Gustavo Nadalin, diretor jurídico do Coxa, estará no Rio hoje.