Em meio a alguns erros, sobretudo em campo, e com a permanência na Série B do Campeonato Brasileiro, a atual diretoria do Coritiba teve um ponto positivo neste primeiro ano de gestão à frente do clube. A criação da 1909, marca própria de material esportivo lançada em agosto do ano passado, já está trazendo o resultado esperado para os cofres do Verdão. Em apenas quatro meses, o faturamento com os novos uniformes alviverdes já é maior do que 100% com relação aos últimos anos, quando as empresas Nike e Adidas, referências da área, vestiram o time coxa-branca.

+ Leia mais: Coritiba vence na estreia na Copinha

Segundo comunicado enviado aos associados durante o ano passado, o presidente Samir Namur informou que o lucro com as antigas fornecedoras foi caindo de R$ 523 mil, em 2012, para R$ 237 mil, em 2016. Números que passam pelos resultados ruins em campo mas, especialmente, pelos acordos definidos com a Nike e com a Adidas, que não traziam uma margem de lucro muito grande para o clube.

+ Veja ainda: Revelação do Coxa não fica no time nesta temporada

Algo diferente do que acontece agora, com a fabricação própria dos uniformes, onde a margem de lucro é bem maior. De acordo com o vice-presidente do Coritiba e que está ligado a área de marketing do clube, Anibal Mesquita Júnior, os dividendos atualmente são muito maior. O faturamento do Coxa com a 1909 ultrapassou R$ 1 milhão em menos de quatro meses.

“A criação da 1909 representa uma tendência de mercado na luta dos clubes por novas receitas e os resultados nesses primeiros meses comprovam isso, pois passamos a aproveitar ao máximo um ativo que antes era fracionado com terceiros. E mais importante, temos a aceitação da torcida”, afirmou Mesquita Júnior em entrevista exclusiva à Tribuna do Paraná.

+ Também na Tribuna: Coritiba espera repetir sucesso de 2018 em suas categorias de base

Com uma estratégia bem definida para que a margem de lucro fosse maior e passasse a render um montante maior aos cofres do clube. A 1909 também contou com a boa aceitação do torcedor alviverde e, segundo o vice-presidente do Coritiba, os números já são satisfatórios nesses quatro primeiros meses, mas devem melhorar consideravelmente com novos projetos inovadores que a diretoria tem para expandir a linha de materiais do clube.

“Embora os números sejam superiores, o que já é um bom indício de acerto, temos ambições maiores para a 1909. Pretendemos reunir o maior número possível de informações, em diferentes momentos do desempenho esportivo do time, sazonalidades e situações de venda, com lançamentos especiais e produtos inovadores. Depois disto estabelecer parâmetros avaliativos. A 1909 pode e trará muito mais para o Coritiba”, reforçou.

+ Vai e vem: Confira TODAS as notícias sobre o mercado da bola!

O sucesso da marca poderia ter sido ainda maior nos últimos meses de 2018. A nova linha de material esportivo do Coritiba foi lançada nos primeiros dias de agosto, quando começou o segundo turno da Série B do Campeonato Brasileiro. Foi justamente nessa época que o time começou a cair de rendimento na segunda divisão. Passou de candidato ao acesso – estava a dois pontos do G4 – até a ser ameaçado pelo rebaixamento.

A queda de rendimento em campo afetou diretamente na venda dos novos uniformes do Coritiba. O faturamento foi alto, foi satisfatório, sobretudo com relação aos números obtidos com as antigas fornecedoras, mas poderia ter sido melhor. Por isso, grandes resultados em campo em 2019 podem aumentar consideravelmente o lucro do clube com a 1909 nos próximos meses.

“Sem dúvida nenhuma, o desempenho em campo potencializa muito as vendas, mas não podemos nos limitar a isso. Com a maturidade adquirida neste primeiro ano criamos conhecimento e vamos trabalhar para entender cada vez mais o nosso consumidor buscando alternativas para ampliar as vendas”, concluiu Mesquita Júnior.

+ APP da Tribuna: as notícias de Curitiba e região e do trio de ferro com muita agilidade e sem pesar na memória do seu celular. Baixe agora e experimente!