A busca do Coritiba por um novo treinador não tem sido bem sucedida. A diretoria recebeu mais uma negativa do experiente Vanderlei Luxemburgo, que agradecei o convite, mas tem planos de voltar a comandar um time no exterior. A assessoria de imprensa do treinador confirmou o contato do clube, que colocou Luxa como a quarta opção para o comando técnico.

Enquadrado à perfeição no perfil pretendido pela cúpula alviverde, ele tem no currículo passagens, dentre outros clubes, pelo Palmeiras, Santos, Corinthians, Cruzeiro, Grêmio e Flamengo. Em 1995, Luxemburgo comandou o Paraná Clube, que vivia, àquela época, seus melhores anos. O treinador também esteve à frente da Seleção Brasileira entre 1998 e 2000.

O último clube comandando por Luxa foi o Tianjin Quanjian, da China, de onde foi demitido em outubro do ano passado. Na saída, em entrevista ao SporTV ele alegou ter sido boicotado pelo ex-jogador chinês Li Weifeng, que ocupava o cargo de dirigente. De volta ao Brasil, optou por um período de descanso.

Luxemburgo é o quarto treinador que declina do convite da diretoria. O paranaenese Levir Culpi prefere não assumir o comando de times do Estado. Marcelo Oliveira, que teve boa passagem em 2011 e 2012, vai reservar o primeiro semestre para ficar perto da família, em Minas Gerais. E o carioca Jorginho também tem outras propostas, que seriam mais atraentes.

Com tantas negativas, quem corre por fora é o técnico interino Pachequinho, ídolo do ataque coxa-branca nos anos 90. Ele era o auxiliar técnico de Carpegiani e tem a vantagem de conhecer profundamente o elenco. Outro ponto que pesa em favor de Pachequinho é o apoio do elenco, que já se tornou público.

A confianças do atletas, que foram comandados por ele contra o Atlético e contra o Prudentópolis, dá a ele confiança para a efetivação, mesmo que não tenha a experiência almejada pela diretoria, já que nunca saiu do Alto da Glória. Por outro lado, ele já assumiu o time, como interino, em momentos cruciais. Em 2015, ele comandou o time nos últimos jogos do Brasileirão e evitou o rebaixamento, somando três vitórias, um empate e uma derrota. No ano passado, no entanto, os resultados ficaram aquém do esperado. Depois de substituir Gilson Kleina, ele foi novamente acionado e de 13 jogos, venceu apenas três, empatou cinco e perdeu outras cinco. A passagem ficou marcada pela briga com o meia Juan, que acabou deixando o clube.

Com apoio do presidente Rogério Bacellar Portugal, Pachequinho fez alguns cursos na Europa, o que o deixa mais otimista para, finalmente, ter a chance que tanto sonha no comando técnico do time. “Eu vejo a confiança e toda a expectativa depositada em mim com grande responsabilidade porque você não pode errar. Estamos aplicando o que aprendi nos treinamentos e os atletas têm assimilado bem”.