Quando Edivaldo Elias da Silva apitar às 16h de domingo no estádio Willie Davids, em Maringá, ele dará início a um dos Atletibas mais esvaziados dos últimos anos. Atlético e Coritiba se enfrentam neste final de semana no meio de um jejum de vitórias no Campeonato Brasileiro – o Furacão venceu apenas na primeira rodada e o Coxa sequer conseguiu um triunfo sequer. O jogo será no interior, onde sabidamente o futebol da capital não tem repercussão, e para completar apenas a torcida do mandante (no caso, o Rubro-Negro) terá acesso ao jogo.

É até natural que nessa partida a torcida única seja adotada por conta do risco de encontros entre torcedores na estrada. Mas há o “efeito dominó” que é gerado pela decisão – se o jogo de domingo só terá atleticanos, o acordo já envolve o clássico do dia 4 de outubro (um sábado, véspera das eleições gerais), que será no Couto Pereira e só com alviverdes. Há quem ache que é a única forma de reduzir a possibilidade de atos violentos, há quem veja que está escancarada a falta de capacidade do futebol paranaense em realizar o maior clássico do Estado – repetindo, com a ressalva de que dessa vez não havia o que fazer mesmo. Mas não se surpreendam se o Atletiba realizado no dia 9 de fevereiro, na Vila Capanema, tenha sido o último com atleticanos e coxas dividindo um estádio.

É bom recordar que é por uma punição por brigas que chegamos ao Atletiba no Norte do Paraná. Que na verdade começou em outro clássico, o último disputado pelo Brasileiro, ano passado. Integrantes de duas torcidas organizadas do Atlético se envolveram em uma confusão no Durival Britto e por conta disso o STJD tirou mandos do Furacão. Que levou seus jogos contra Náutico e Vasco para Joinville, e o resto da história é conhecido. Por isso o Rubro-Negro pagará domingo o quarto jogo de ‘gancho’.

Se nas arquibancadas o panorama não é dos mais animadores (na partida contra a Chapecoense o público pagante não chegou a oitocentos no Willie Davids, e imagina-se que talvez o dobro disso compareça para ver o Atletiba), dentro de campo a situação é tão complicada quanto. O futebol paranaense não vence jogos pelo Campeonato Brasileiro desde o dia 20 de abril, quando o Atlético venceu o Grêmio em Florianópolis. De lá pra cá, somando Série A e Série B, foram oito empates e sete derrotas do Trio de Ferro.

Explicação? Um bom resumo seria a soma de falta de dinheiro para contratar com a falta de qualidade nos elencos – e quando nossos times precisam resolver as partidas, sempre falta o “algo mais”. É o que faz com que o futebol paranaense tenha um rendimento pífio na Série A. Em doze partidas, apenas uma vitória, sete empates e quatro derrotas (27,78% de aproveitamento). Atlético e Coritiba ainda têm tempo para mudar o panorama e dar aos torcedores um ano mais tranquilo. Mas nesse momento a fase negativa da dupla transforma o Atletiba de domingo em um clássico enfraquecido.