Miranda pode ficar fora.

É certo que o Coritiba conseguiu um bom resultado contra o Guarani, empatando no Brinco de Ouro. Mas não houve um jogador alviverde que não tivesse lamentado o fato do time não ter vencido um dos times ameaçados pelo rebaixamento. Os dois pontos fariam uma drástica diferença na classificação coxa: se vencesse, estaria na décima colocação. Como ficou no 0x0, caiu para a 14.ª posição no campeonato brasileiro.

“Se eu fosse olhar pela pontuação, nós conseguimos conquistar um ponto, e não perdemos dois. Só que é muito importante ganhar, e claro que eu gostaria de ter saído de Campinas com uma vitória”, comenta o técnico Antônio Lopes, consciente de que o resultado poderia ter sido bem melhor. “Nós fizemos uma partida tecnicamente apenas razoável. Mas não perdemos, e isso já é alguma coisa”, afirma.

É verdade. O Cori já está na sua quinta partida de invencibilidade, o que indica o bom momento na pontuação. “Acho que é o nosso melhor momento no Brasileiro. Conseguimos atingir o equilíbrio e conquistamos bons resultados”, diz o goleiro Fernando (ver matéria). “Por mais que lamentemos esse resultado, não é uma derrota. Mas fica um gosto de quero mais, poderíamos ter vencido”, ressalva o volante Ataliba.

Mas, além do Guarani (“Eles foram aguerridos, precisavam do resultado”, lembra Lopes), havia um outro adversário. “Nunca vi um gramado tão ruim como esse. É o pior do Brasileiro”, atira Fernando. “É um campo impraticável”, esbraveja Tuta.

Agora, o objetivo é buscar o resultado positivo contra o Fluminense, quinta, às 20h30, no Couto Pereira. “Dentro de casa nós só podemos pensar dessa maneira”, confirma Ataliba. “Se conseguirmos a vitória, vamos voltar a nos aproximar dos primeiros colocados”, completa Fernando. “É nossa obrigação. E o Coritiba tem que manter esse bom momento”, finaliza Antônio Lopes.

Consulta

A diretoria do Coxa enviou ontem ao departamento jurídico da CBF um questionamento sobre a situação de jogo de Miranda. Ele foi expulso na partida contra o Criciúma, após ter recebido dois cartões amarelos, sendo que o primeiro já o suspenderia. Como ele saiu de campo após a apresentação do segundo cartão, os dois seriam ?anulados?, e o zagueiro teria condições de enfrentar o Fluminense – ainda pendurado.

Só que o árbitro Romildo Correa indicou na súmula que o vermelho foi aplicado diretamente, o que deixaria Miranda suspenso por dois jogos. “Nós temos que saber qual deve ser a nossa ação. Se colocarmos o Miranda e ele estiver suspenso, nós estaríamos escalando um jogador irregular”, explica o presidente Giovani Gionédis. A CBF deve se pronunciar ainda hoje sobre o caso.

Fernando festeja equilíbrio tático

O equilíbrio entre defesa e ataque tão decantado por Antônio Lopes tem um grande beneficiário. É o goleiro Fernando, que sofreu quatro gols nos cinco jogos que o Coritiba tem de invencibilidade. Além disso, ele tem garantido os bons resultados alviverdes com defesas importantes – e não foi diferente no empate com o Guarani.

Fernando concorda que o estilo de jogo coxa fez com que o seu trabalho fosse ?facilitado?. “A gente está marcando forte, e a proteção para a defesa aumentou muito. Assim, todo o sistema defensivo ganha”, comenta.

Só que o goleiro admite que o sistema não é perfeito. “Nenhuma estratégia dá sempre certo. Até porque os jogadores não vão conseguir atuar sem falhas em todas as partidas. Qualquer pessoa está sujeita a erros”, comenta Fernando. “Aí entra a nossa força de vontade, para que cada um possa suprir a dificuldade que outro possa ter durante o jogo”, resume.