Foram apenas quatro dias de Copa do Mundo até aqui. No total, 11 jogos, com mais 53 pela frente. É só o começo, mas o Mundial da Rússia já vai mostrando uma cara diferente. Teve jogão, como o 3×3 entre Portugal e Espanha, duelos definidos nos acréscimos – até com com gol contra -, zebra passeando pelos gramados russos, com tropeços inesperados de Argentina e Alemanha e porque não do Brasil, e, principalmente a ajuda do árbitro de vídeo, o famoso VAR. Emoções das mais distintas, como não poderia ser diferente tratando-se de Copa do Mundo.

25 gols já foram marcados, com média de 2,2 gols por partida. Uma ótima média para o principal torneio esportivo do planeta. Porém, duelos muito equilibrados. Goleada mesmo, apenas uma, e logo na estreia, no 5×0 da Rússia sobre a Arábia Saudita. A exceção diante do equilibrado torneio, que vai dando um gosto especial às partidas.

Claro que nem tudo são flores. Convenhamos, Marrocos x Irã e Costa Rica x Sérvia, por exemplo, foram difíceis de acompanhar. Mas tiveram lá suas emoções. Em questão de jogo, certamente Portugal x Espanha foi o mais emocionante. Seis gols, craque decidindo o resultado final e um time que teve forças para reagir. Ingredientes de sobra para colocar este duelo, certamente, na história.

Mais do que isso, uma verdadeira aula de futebol. Os espanhóis não sentiram a pressão de sair atrás no placar logo no início e ainda ir para o segundo tempo perdendo por 2×1. Souberam reagir e chegaram a virar, sem sair do seu padrão de jogo. Do outro lado, uma seleção que dependia do atual melhor do mundo que não decepcionou e foi também quem teve a melhor atuação individual até o momento, marcando os três gols de Portugal, sendo o artilheiro da Copa e mostrando ser decisivo.

Por outro lado, alguns já decepcionaram. Principalmente e Argentina, coletivamente e indivualmente. A equipe de Jorge Sampaoli sofreu para tentar pressionar a novata Islândia e pouco pressionou, amargando o empate em 1×1. Teve a chance de ouro nos pés de Messi, que desperdiçou um pênalti e sentiu o baque. O camisa 10, ao contrário de Cristiano Ronaldo, parece não se dar bem em Copa do Mundo e deixou a desejar.

Pênalti é o que não faltou por enquanto. Foram cinco assinalados, mas só três convertidos em gol. Além de Messi, o peruano Cueva, do São Paulo, isolou sua cobrança, prejudicando o Peru, que perdeu por 1×0 para a Dinamarca ao voltar ao Mundial após 36 anos.

Confira a tabela da Copa do Mundo! 

Mas, certamente, outras duas seleções despontam nesse início para ficarem de olho. A Islândia não apresentou um futebol vistoso, mas segurou o favorito do Grupo D, entrando na briga, sim, por uma vaga nas oitavas de final. O futebol defensivo mostrou-se efetivo mais uma vez, assim como foi na Eurocopa 2016, quando chegou às quartas de final, superando a Inglaterra pelo caminho, e nas eliminatórias para a Copa, quando terminou na liderança de seu grupo, superando a Croácia.

Só que as atenções estão todas no México. Atual campeã do Mundial, a Alemanha largou com uma derrota na Rússia e poderia ter sido a grande decepção destes primeiros dias. Se não fosse a ótima atuação dos mexicanos. O técnico Carlos Osório soube neutralizar o posicionamento dos alemães e, sem medo, explorou os contra-ataques em velocidade.

Foi o time que, até aqui, melhor soube segurar o adversário e, mesmo com qualidade inferior, dominou quase todos os 90 minutos. Seguro na defesa e firme lá na frente, poderia até ter vencido por mais. Embolou um grupo que por si só já se mostrava equilibrado, puramente jogando futebol. A Copa chegou, e temos muito tempo para curti-la pela frente.