O fracasso no último Campeonato Paranaense e as frágeis campanhas nos últimos Brasileiros acabaram determinando uma “correção” de rota. O Coritiba deixa de apostar em técnicos emergentes – como Marcelo Oliveira, Marquinhos Santos e Dado Cavalcanti – e reabre as portas do Couto Pereira para uma comissão técnica “rodada” e de peso no cenário nacional. O gaúcho Celso Roth, 56 anos, assume o Verdão na próxima segunda-feira, ao lado do auxiliar-técnico Beto Ferreira e do preparador físico da seleção brasileira, Paulo Paixão.

O presidente Vilson Ribeiro de Andrade entende que o Coritiba vive um momento crucial, onde a mudança era necessária. “Analisamos o mercado, sempre tendo por base treinadores desempregados. Havia também a questão financeira. O Celso se encaixou em todas essas situações”, comentou o dirigente coxa-branca, sem dar pistas sobre o custo desta nova comissão, que, agora, conta com dois profissionais da seleção brasileira. Além de Paixão, o clube já contava com o preparador de goleiros Carlos Pracidelli.

“No ano passado, em outubro, tive uma reunião com o Celso (Roth) e gostei muito do seu perfil. Naquele momento, não foi possível a sua vinda, mas a oportunidade surgiu agora”, comentou o presidente alviverde. O acerto ocorreu ontem pela manhã, logo após um café, na casa de Vilson Ribeiro de Andrade. “O Coritiba precisava de uma ação como essa. Temos que entrar fortes no Brasileiro e para isso contratamos um treinador de muita experiência e com várias conquistas no seu currículo”.

Com a nova comissão técnica, o Coritiba espera retornar aos trilhos. Entre 2011 e meados de 2012, o clube viveu seus melhores momentos na história recente. Sob a direção de Marcelo Oliveira, foram dois títulos estaduais e duas finais de Copa do Brasil. De quebra, quase chegou à Libertadores pelo Brasileiro (2011).

De lá para cá, porém, o Verdão não mais se reencontrou. O grupo foi desfeito e os treinadores seguintes não conseguiram manter o nível esperado pela torcida coxa.

Foram duas temporadas sob o risco de rebaixamento, que culminaram com a melancólica eliminação nas semifinais do Paranaense pelo modesto Maringá. O receio de novos sustos na Série A fizeram com que a diretoria agisse rapidamente, adotando uma nova política quanto ao seu comando técnico. “Posso assegurar que o acerto foi bom para o Coritiba e para os profissionais que contratamos. Seguimos trabalhando dentro das nossas possibilidades”, afirmou o vice de futebol Paulo Thomaz de Aquino.

A partir da definição do comando técnico, o desafio de Vilson e Cia., agora, é qualificar o grupo para maratona do Brasileiro. “Vamos contratar. Temos uma série de nomes avaliados pelos nossos profissionais. Vamos submetê-los ao Celso e, então, fechar as transações”, confirmou o presidente. O Coxa trabalha com algumas prioridades – volantes e atacantes – já para a largada da Série A, no próximo dia 19, em Santa Catarina, frente à Chapecoense.

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Paulo Paixão e Celso Roth já formaram dupla no Grêmio em 2000 e 2011 e agora estarão a serviço do Coritiba.