De volta à Williams, após brevíssima aposentadoria, Felipe Massa já prevê que poderá ter vantagem na temporada 2017 da Fórmula 1 em comparação aos rivais. O brasileiro acredita que os carros atuais, com diversas mudanças em razão do novo regulamento técnico, são semelhantes aos que pilotava no início de sua trajetória na categoria.

“Os carros são um pouco parecidos, embora os atuais sejam os mais largos que já apareceram na F-1, e com os pneus mais largos também”, afirmou Massa, nesta quinta. “Talvez isso seja uma vantagem para mim, por entender mais rapidamente que os outros o comportamento do carro. Vamos ver o que acontece.”

Aos 35 anos, Massa se tornou um dos pilotos mais experientes do grid, ao lado do espanhol Fernando Alonso, de mesma idade. Mais velho que eles somente o finlandês Kimi Raikkonen, de 37. O trio poderá ter certa vantagem sobre os demais por ter encarado carros mais velozes no início da carreira.

Coincidência ou não, Raikkonen liderou dois dos quatro dias de testes da pré-temporada da F-1 nesta semana, em Montmeló, na Espanha. Massa, que foi para a pista somente na segunda-feira, cravou o terceiro melhor tempo do dia – só não correu nesta quinta porque o carro da Williams foi danificado na quarta pelo jovem Lance Stroll, novo companheiro de Massa na equipe.

A chegada do piloto de apenas 18 anos não foi a única mudança enfrentada pela Williams neste ano. Na parte técnica, o time sofreu grande alteração, com a saída de Pat Symonds e a chegada de Paddy Lowe.

Para Massa, o time passa por novo momento de reestruturação. “Este é o momento para eu me envolver mais na equipe. Talvez possamos repetir os resultados de 2015. Com certeza será uma tarefa difícil, mas eu espero que possamos fazer um trabalho importante neste ano”, disse o brasileiro, em entrevista ao site oficial da F-1.

Questionado sobre o seu retorno à categoria, após se aposentador no fim do ano, Massa disse que avaliou diversos fatores ao decidir pelo retorno. E revelou que pesou o fato de que o Brasil ficaria sem pilotos no grid neste ano, o que seria algo inédito desde 1969.

“Com certeza esta foi mais uma razão para voltar. Claro que primeiro tomei minha decisão pessoal, se queria voltar ou não. Mas estas coisas, como ter um brasileiro no grid, me ajudou a tomar a decisão”, declarou.

Massa voltou à Williams depois que o alemão Nico Rosberg surpreendeu ao anunciar sua precoce aposentadoria no fim do ano. O piloto, que acabara de se sagrar campeão pela Mercedes, acabou sendo substituído na equipe pelo finlandês Valtteri Bottas, que estava na Williams. Com o lugar vago, o time britânico resolveu chamar Massa para liderar a equipe.