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De Letra

Atlético enfrenta o Sport precisando vencer por dois gols

  • Por Rodrigo Sell
O meia Rodrigo entra no lugar de Daniel.

O Atlético comemora hoje 79 anos e o maior presente que a torcida gostaria de ganhar é a classificação para a terceira fase da Copa do Brasil.

Foi com esse pensamento que os jogadores viajaram para Recife, onde tentam a inédita façanha de derrotar o Sport, na Ilha do Retiro. Uma tarefa nada fácil para um grupo que vem se reestruturando e ainda não encontrou o ponto de equilíbrio na temporada. A partida está programada para às 21h40 e a novidade da equipe comandada por Osvaldo Alvarez será o esquema 4-4-2, com a presença do meia Rodrigo no lugar do zagueiro Daniel.

Para passar à próxima fase, o Rubro-Negro precisa vencer por dois gols de diferença (2 a 0 ou 3 a 1), por 3 a 2 e levar a disputa para os pênaltis ou ganhar por um gol de diferença fazendo pelos menos quatro no Leão do Norte (4 a 3, 5 a 4 etc.). “Fácil não vai ser, mas é totalmente possível”, garante o volante Cocito. O atacante Ilan vai na mesma linha do companheiro. “Se a gente tiver tranqüilidade para fazer um gol, a gente já passa um pouco da responsabilidade para eles”, dispara.

Para buscar a vitória e a classificação, Vadão colocará o time para atacar desde o início. A primeira alteração realizada nos treinamentos foi no esquema. Sem poder contar com Daniel (machucado), o treinador rubro-negro optou pela formação que tem atuado nos segundos tempos das últimas partidas. Entra o meia Rodrigo, que ao lado de Fabrício, terá a missão de auxiliar na marcação, juntamente com o volante Cocito. No restante da equipe, o time será o mesmo que perdeu para o Sport na partida de ida na Arena.

Otimismo

O maior problema do técnico Hélio dos Anjos, do Sport, é conter a euforia nos jogadores. O time pode até perder por 1 a 0 ou 2 a 1 e, ainda assim, estaria classificado para a terceira fase. A empolgação só não é maior porque o horário da partida é ingrato para a maior parte da torcida. Mesmo assim, são esperados, pelo menos, 20 mil espectadores para ver o Leão do Norte enfrentar o Furacão.

“Temos é que manter os pés no chão e buscar o equilíbrio como ocorreu no jogo de ida. O adversário é muito bem comandando por Vadão e sabemos das dificuldades que teremos para passar pelo Atlético e seguir na Copa do Brasil”, frisou Hélio dos Anjos, em entrevista ao Diário de Pernambuco. Para esta partida, o treinador só não poderá contar com o goleiro Bosco, que ainda não resolveu seu problema com a Portuguesa na justiça. “A direção sabe o que ele representa para o grupo, para o nosso trabalho e também para a torcida. Mas as coisas não dependem só do Sport e, se não der para ele, Maizena vai para o gol sem problema algum”. Assim, o time deverá ser o mesmo que atuou na Arena.

Estádio e CT, o orgulho dos atleticanos

O Rubro-Negro não passa por um bom momento, mas nem por isso vai deixar de comemorar seus 79 anos de vida. Por toda a cidade, os torcedores estão se movimentando para celebrar a data e torcer pelo time, que irá enfrentar o Sport. Motivos há de sobra. Não é para qualquer um a conquista do campeonato brasileiro das séries A (2001) e B (1995), do torneio seletivo para a Libertadores em 1999, duas participações na competição continental e 20 vezes campeão estadual (sendo um tricampeonato em 2000/2001/2002). Fora a estrutura de dar inveja a qualquer clube do Brasil.

Fundado em 26 de março de 1924, o Atlético foi o resultado da fusão do Internacional Foot Ball Club e América Futebol Clube. Na estréia, arrasou o Universal por 4 a 2. Pouco tempo depois, já era bicampeão estadual em 1929 e 1930 e de forma invicta. Façanha que iria repetir em 1936 e só que só veria ser alcançada novamente este ano. Nos anos 40, recebeu a alcunha de Furacão por varrer os adversários. O maior jogador dessa época foi o goleiro Alfredo Gotardi, o Caju, que também defendeu a seleção brasileira.

Mas, nem tudo eram flores. Nos anos 60, o clube passou o vexame de ficar em último na classificação e só na caiu para a segundona devido ao trabalho realizado por Jofre Cabral e Silva. Mantido na primeira divisão, o clube só voltou a mostrar sua força nos anos 80. Foi bicampeão estadual e chegou ao terceiro lugar no campeonato brasileiro. Rebaixado para a Série B do nacional no início dos anos 90, o clube começou a se profissionalizar até conquistar a Série B e deflagrar uma campanha revolucionária que o transformou em um dos mais modernos do mundo.

Comandados por Mário Celso Petraglia, um grupo de empresários formado por Ademir Adur, Valmor Zimmermann, Ênio Fornéa, entre outros, resolveu começar tudo do zero. Puseram a velha Baixada no chão para construir o mais moderno estádio da América Latina, compraram um ex-spa para transformá-lo no melhor centro de treinamento do Brasil e montaram vários elencos que fizeram do clube um dos principais exportar de talentos do mundo. Para o futuro, o clube já tem agendada a conclusão da Arena, uma maior estruturação do CT do Caju e a busca pelo bicampeonato nacional.

Sport joga tranqüilo

O maior problema do técnico Hélio dos Anjos, do Sport, é conter a euforia nos jogadores para a partida de hoje, contra o Atlético. A vitória por 3 a 2 na Baixada deixou o clube muito próximo de eliminar o adversário e a expectativa entre os torcedores aumentou bastante. O time pode até perder por 1 a 0 ou 2 a 1 e, ainda assim, estaria classificado para a terceira fase. A empolgação só não é maior porque o horário da partida é ingrato para a maior parte da torcida. Mesmo assim, são esperados pelo menos 20 mil espectadores para ver o Leão do Norte enfrentar o Furacão.

“Temos é que manter os pés no chão e buscar o equilíbrio como ocorreu no jogo de ida. O adversário é muito bem comandando por Vadão e sabemos das dificuldades que teremos para passar pelo Atlético e seguir na Copa do Brasil”, frisou Hélio dos Anjos, em entrevista ao Diário de Pernambuco. Para esta partida, o treinador só não poderá contar com o goleiro Bosco, que ainda não resolveu seu problema com a Portuguesa na justiça. “A direção sabe o que ele representa para o grupo, para o nosso trabalho e também para a torcida. Mas as coisas não dependem só do Sport e, se não der para ele, Maizena vai para o gol sem problema algum”. Assim, o time deverá ser o mesmo que atuou na Arena.

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