O Coritiba foi a fundo no descumprimento do Athletico ao não ceder ingressos e um espaço para a torcida alviverde no clássico Atletiba desta quarta-feira (30), às 21h30, na Arena da Baixada, e entrou com um pedido de WO e interdição do estádio atleticano junto ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-PR) da Federação Paranaense de Futebol (FPF). O presidente do TJD, Adelson Batista, deu um prazo até às 21h desta terça-feira para que o Athletico cumpra a liminar e inicie a comercialização dos ingressos para os alviverde. Caso isso não seja cumprido, será analisado o pedido do Coxa de WO e interdição do estádio – além dos portões fechados, que foi pedido pela procuradoria.

Além de pedir os pontos da partida e da interdição do estádio, o Coritiba pede na ação a suspensão do presidente e do vice-presidente do Athletico. A informação foi confirmada pela reportagem com funcionários do Coxa.

Além do pedido do Coritiba, a procuradoria do TJD-PR também entrou com um pedido solicitando que o primeiro clássico Atletiba da temporada de 2019 seja realizado com portões fechados. Isto porque a procuradoria entende que se o Athletico não colocar os ingressos à venda para a torcida alviverde imediatamente, o duelo terá que ser realizado com portões fechados.

Em um primeiro momento, o Athletico cederia os ingressos para o Coritiba, mas os torcedores alviverdes teriam que ir à Arena da Baixada descaracterizados e acompanhariam a partida junto com a torcida do Furacão. O TJD-PR determinou, na noite de segunda-feira, que o clube colocasse ingressos à venda em cinco pontos de venda e na internet os bilhetes para a torcida do Coxa até às 12h desta terça-feira.

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O Athletico não cumpriu a determinação e sequer deu alguma justificativa sobre o assunto. Por isso, a diretoria do Coritiba, para garantir os direitos do seu torcedor, decidiu entrar na Justiça novamente para, agora, pedir os pontos da partida, a interdição da Arena da Baixada e a suspensão dos dirigentes responsáveis pelo clube.

A diretoria atleticana se manifestou somente no final da tarde desta terça-feira e com uma nota oficial emitida pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) à imprensa. Nela, o órgão defende o projeto piloto da “torcida humana” e que foi aceito pelo Athletico ainda no ano passado. O MP-PR contrapõe os aspectos de segurança com relação a presença de duas torcidas distintas no mesmo estádio e também critica a decisão da Justiça Desportiva neste caso.

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