O presidente do Athletico, Mario Celso Petraglia, fez um desabafo na internet e reclamou dos torcedores que viram a vitória por 2×0 do time sobre o Fortaleza, no último sábado (8), de forma incorreta.

O duelo não teria transmissão para o Brasil, mas alguns sites e até no Youtube foi possível acompanhar a partida com narração e comentários, mas que eram exclusivos para fora do país.

“Lamento e me envergonho pelos que utilizaram o site pirata para assistir o jogo de ontem! Recebi de vários amigos que acharam ótimo, todos sabíamos que era pirata e que alguns espertinhos estavam ganhando dinheiro com o nosso produto! Será que o brasileiro não aprenderá nunca que dar “um jeitinho”, “tirar vantagem em tudo” fere a ética e o moral e são atos desonestos! Incentivar essa gente podre que vive explorando clandestinamente o futebol e nossos clubes só nos prejudica a médio e longo prazo! Morreria alguém se não visse os lances de forma visual da partida? Triste o que vi e ouvi ontem de pessoas do bem que naturalmente não pensam mais, são levados pela cultura, não criam mais juízo de valor sobre o certo e errado!”, escreveu o dirigente, em sua conta no Facebook.

Reclamação das rádios

Antes do duelo, Petraglia, desta vez no Twitter, já tinha falado que o confronto do Furacão não teria transmissão e que isso seria um prato cheio para as rádios, que não pagam nada, pudessem ganhar audiência com isso.

“Em razão de não haver transmissão de TV será um prato feito para as rádios! Tentamos sozinhos, nenhum outro clube quis vir junto, desde 2007 cobrarmos destes veículos pelo nosso conteúdo! Eles vendem para seus anunciantes e nada pagam e tem acesso e lugares especiais no estádio!”, escreveu ele.

O Rubro-Negro chegou a formalizar uma proposta de valores para a transmissão de rádios a partir do Campeonato Brasileiro de 2008. Na época, seriam cobrados R$ 15 mil por jogo ou R$ 456 mil o pacote com as 38 partidas. No entanto, a ideia não foi para frente e as emissoras nunca precisaram pagar nada.

“Sem preconceito, porém, as rádios pertencem hoje no Brasil a grupos econômicos, religiosos ou de políticos em nomes de terceiros! Fica a pergunta: porque a TVs pagam e as rádios não? Na Europa pagam, na Copa do mundo etc! Precisamos de novas receitas o modelo atual está esgotado!”, completou Petraglia.

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