Pela segunda vez na final da Copa do Brasil, o Athletico terá chance para, desta vez, construir um novo desfecho e para isso contará com atletas experientes na competição. Daquele elenco que em 2013 encarou o Flamengo na decisão, dois jogadores ainda estão no Rubro-Negro e terão a oportunidade de ajudar a construir uma nova história. O atacante Marcelo Cirino esteve em campo naquela ocasião e, inclusive marcou um gol diante do time carioca. Já o goleiro Santos era reserva, mas ainda assim, acompanhou de perto a campanha e viveu a expectativa pelo título.

Desta vez, o confronto será diante do Internacional. A partida de ida acontece nesta quarta-feira (11), na Arena da Baixada, a partir das 21h30. A volta acontece no Beira Rio, no dia 18. Na campanha do vice-campeonato, o Rubro-Negro mandou o jogo de ida da final na Vila Capanema, já que a Arena da Baixada estava em obras por conta da Copa do Mundo. Diante de seus torcedores, que lotaram o Durival Britto, o Furacão saiu na frente com gol de Marcelo Cirino aos 18 minutos do primeiro tempo. Amaral empatou para o Fla, aos 30 da etapa inicial. A decisão foi para o Maracanã, que recebeu um público total de 68 857, na finalíssima. Com gols de Elias e Hernane, os cariocas se consagraram campeões.

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Desde então, o Athletico viveu muitas experiências importantes no mundo da bola, mas não tinha voltado a decidir a Copa do Brasil. Em 2018, por exemplo, a equipe levantou sua primeira taça internacional ao conquistar a Sul-Americana. Neste ano, parou nas oitavas de final da Copa Libertadores, mas encarou de frente o Boca Juniors em duas fases diferentes da disputa. Além disso, duelou com o River Plate pela Recopa Sul-Americana, e venceu a Levain Cup, no Japão, diante do Shonan Bellmare, erguendo sua primeira conquista Intercontinental.

Todas essas experiências fazem com que o Furacão chegue, agora, mais preparado para um jogo tão importante, na opinião do goleiro Santos. Em 2013, o titular era Weverton e Santos fazia parte da equipe de aspirantes, disputando o Campeonato Paranaense. O goleiro não entrou em nenhuma oportunidade, mas esteve no banco em todos os jogos a partir da terceira fase da disputa.

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“Em 2013, a nossa equipe era muito boa, com jogadores de muita qualidade. A nossa equipe de hoje também é, mas em comparação com aquela, está mais cascuda”, avaliou o camisa 1. No caso de Marcelo Cirino, ele foi fundamental para o time dentro de campo. O jogador foi praticamente um titular absoluto na campanha de 2013, quando atuou em 11 dos 14 jogos da equipe na competição.

Seis anos após não ter conseguido superar o Flamengo em pleno Maracanã lotado, o Athletico é outro tanto em relação ao time, quanto em relação à vivência de seus atletas como Santos, Marcelo e o restante do elenco. Por isso, o goleiro destacou o quanto o Rubro-Negro vai para esta final com totais condições de bater o adversário.

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“Pegamos jogos difíceis do ano passado pra cá e isso faz o atleta crescer profissionalmente. Tivemos experiências boas e isso faz diferença. Agora estamos acostumados a jogos deste tamanho”, finalizou.