O Athletico voltou a cobrar a Prefeitura de Curitiba e o Governo do Estado do Paraná por cauda da dívida relacionada as obras na Arena da Baixada para a Copa do Mundo de 2014. A expectativa do clube é resolver essa questão ainda em 2020.

Em uma live realizada na noite desta quinta-feira (21) nas redes sociais do clube (veja o vídeo completo abaixo), o advogado Luiz Fernando Pereira, que defende o Furacão, exaltou a perícia feita pela Fundação Getúlio Vargas, divulgada em primeira mão pela Tribuna/Gazeta do Povo no último mês, e voltou a cobrar as outras partes do acordo tripartite.

“A perícia divulgada pela FGV é um divisor de águas sobre a Copa. O Athletico, desde sempre, tem reafirmado que quer pagar o que deve há muito tempo. O Estado também sempre reconheceu que era necessário dividir em três. O Município, tanto nessa como na outra gestão, sempre defendeu a tese que haveria um teto de R$ 184 milhões para a obra, que é o valor do convênio firmado em 2012. A FGV, depois de dois anos de análise, ressalta que não houve sobrepreço. Foi o mais barato do Brasil”, defendeu o advogado.

De acordo com Pereira, o acréscimo no valor da obra ocorreu por conta de pedidos da Fifa e principalmente do atraso do financiamento. “O aumento do custo – de R$ 184 milhões para R$ 346 milhões – em nada é atribuível ao Athletico”, frisou o advogado.

Segundo o representante do Furacão, o clube foi o que mais gastou entre as três partes participantes do acordo até agora.

“Quando o Athletico foi convidado para participar do processo da Copa, o combinado era que o valor integral seria financiado. No entanto, quando chegou no valor de R$ 291 milhões, parou o financiamento, não entraram mais recursos e o Athletico colocou R$ 55 milhões do bolso para ser realizada a Copa. O Estado e o Município devem arcar porque foi isso que combinaram. O Athletico não pode pagar mais que um terço”, cobrou Pereira.

Por fim, o advogado ainda frisou que o clube está disposto a pagar a dívida e espera que a prefeitura aceita a perícia da FGV e assine, junto com o Estado, um novo aditivo do contrato estabelecendo o valor final da obra e a divisão igual em três partes. “O Athletico fez proposta para pagar a dívida em 2016. O processo está em mediação. O clube quer quitar logo isso e virar a página”, concluiu.

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